CPI da Funai e do Incra: desregulamentação de direitos e a criminalização de antropólogos

Autores/as

  • Priscila Tavares Dos Santos Pós-Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói

Palabras clave:

Comissão Parlamentar de Inquérito, Criminalização de Antropólogos, Direitos Constitucionais., Povos Tradicionais, Parliamentary Commission of Inquiry, Criminaliza- tion of Anthropologists, Constitutional Rights, Traditional Peoples

Resumen

A CPI da Funai e do Incra correspondeu a um conjunto de ataques a direitos constitucionais mediante instauração de um processo inquisitorial que culminou na produção de outras “verdades” que orientaram, fora da esfera judicial, a produção de um cenário político-econômico de flexibilização de regras em beneficiamento de projetos agropecuários, mineradores e de construção de barragens no Brasil. Ao contrapor atores sociais e/ ou comunidades e, por um lado, agentes econômicos e grupos externos diretamente envolvidos nos processos políticos que se dão a nível local, a CPI produziu efeitos divergentes sobre a produção de conhecimento antropológico. Proponho refletir sobre os argumentos trazidos pela CPI baseandome em uma etnografia documental e arquivística mediante leitura interpretativa deste material.

Funai and Incra CPI: deregulation of rights and criminalization of anthropologists

Abstract

The Funai and Incra CPI corresponded to a series of attacks on cons- titutional rights through the establishment of an inquisitorial process that culminated in the production of other “truths” that guided, outside the judicial sphere, the production of a political-economic scenario of flexibilization of rules for the improvement of agricultural, mining and dam construction projects in Brazil. In contrast to social actors and/or communities and, on the one hand, economic agents and external groups directly involved in the political processes that take place at the local level, the CPI has produced divergent effects on the production of anthropological knowledge. I propose to reflect on the arguments brought by CPI based on a documentary and archival ethnography through interpretative reading of this material.

Biografía del autor/a

Priscila Tavares Dos Santos, Pós-Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói

Pós-doutoranda em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (bolsista PDJ/CNPq), entre 2019 e 2020. Mestre e Doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2022-06-06 — Actualizado el 2022-06-07

Versiones

Cómo citar

Dos Santos, P. T. (2022). CPI da Funai e do Incra: desregulamentação de direitos e a criminalização de antropólogos. Plural. Antropologías Desde América Latina Y Del Caribe, (8), 77-107. Recuperado a partir de https://www.asociacionlatinoamericanadeantropologia.net/revistas/index.php/plural/article/view/177 (Original work published 6 de junio de 2022)