Nota da Associação Brasileira de Antropologia – Perda de acervo irrecuperável; ABA em luto pelo Museu Nacional

Museo luto

La Asociación Latinoamericana de Antropología (ALA), frente a la pérdida de casi todo el patrimonio del Museo Nacional de Río de Janeiro provocada por un incendio el pasado domingo 2 de septiembre del 2018, lamenta este suceso, insta a investigar el caso y se solidariza con la comunidad antropológica del gigante de América del Sur y con lxs trabajadorxs de esta institución. Asimismo, compartimos un extracto de la nota sobre este hecho divulgada por la Associação Brasileira de Antropologia (ABA), organización miembro de la ALA, que invitamos a leer a continuación.

"Perda de acervo irrecuperável; ABA em luto pelo Museu Nacional"

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em nome da comunidade brasileira de antropólogos e antropólogas, está de luto. O Museu Nacional em chamas deixou a comunidade antropológica chocada e, na primeira hora, entre emudecida pela tristeza e mobilizada pela indignação. Mas o que cabe a nós falar? Mais uma nota que cairá no vazio dos últimos governos diante do descaso face a precariedade   das condições materiais do Museu Nacional?  Face ao descaso dos últimos anos com a cultura, a ciência e a pesquisa?

A Antropologia perde um acervo único da diversidade cultural dos povos indígenas, conseguido através de pesquisas etnográficas e etnológicas. Acervo irrecuperável. Nada sobrou da coleção etnológica e nada sobrou do espaço de trabalho e ensino de antropologia.

O Brasil perde espaço histórico e vivo de produção de cultura, de ciência e da memória histórica brasileira. Coleções de antropologia, paleontologia, arqueologia, botânica, zoologia, mineralogia e da história de tempos coloniais e imperiais foram destruídas. Perdem-se não só acervos como objetos de pesquisa de professores e estudantes. Projetos interrompidos.

A Antropologia perde um importante espaço de trabalho, espaço de vida, de encontros entre professores e estudantes, de laboratórios de pesquisa e de seus acervos de pesquisa. O primeiro programa de pós-graduação de antropologia social, segundo a nova legislação da pós-graduação brasileira, foi criado em 1968 e se deu no Museu Nacional, hoje reconhecido como da qualidade máxima pela CAPES. Pode ser recomposto em outro espaço, mas não será o mesmo lugar de vivência entre pesquisadores pois muitos de seus dados de pesquisa estão já apagados, destruídos.

A ABA, sua diretoria e seu Conselho Diretor, em nome de todos os associados e em nome de toda a comunidade antropológica manifesta solidariedade a todos os colegas, professores, estudantes, pesquisadores e servidores do Museu Nacional. Junto com eles, no que ainda seja possível, e sabemos que é muito pouco, lutaremos pela recuperação e divulgação dos registros de suas coleções e pesquisas e da recuperação do que resta do patrimônio arquitetônico: apenas parte de sua estrutura.

Puede leerla la nota completa en la siguiente dirección electrónica:

http://www.portal.abant.org.br/2018/09/03/nota-da-associacao-brasileira-de-antropologiaperda-de-acervo-irrecuperavel-aba-em-luto-pelo-museu-nacional/