14. Políticas de la salud, el bienestar y la enfermedad

ATENCIÓN! Si usted envió una propuesta en el marco de la convocatoria de ponencias individuales, le agradecemos que esté pendiente de su correo electrónico. Pronto le informaremos la decisión de los coordinadores de simposio.
Los ponentes que encontrarán a continuación, son los que se postularon el año pasado en la convocatoria de simposios. Próximametne actualizaremos la web con el listado final...

A continuación encontrarán el listado de Simposios y Mesas de Trabajo aprobadas para el eje Políticas de la salud, el bienestar y la enfermedad


SIMPOSIO

Los interesados en presentar ponencias a simposios, podrán hacerlo en este link

1. Agenciamentos sociais e políticas públicas de saúde na América Latina: cruzando e confrontando perspectivas

Jueves 8 de junio
4:00 - 6:00 pm

Viernes 9 de junio
9:00 -11:00 am
11:00 - 1:00 pm

Edificio: 02
Salón: 306

Coordinadores
Sônia Weidner Maluf (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Professora Associada IV da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Érica Quinaglia Silva (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Professora Adjunta III da Universidade de Brasília, Brasil

Comentaristas
Andrea Lissett Pérez
Universidad de Antioquia, Colombia

Soraya Resende Fleischer
Universidade de Brasília, Brasil

Resumen:
Este Simpósio visa a reunir pesquisas que confrontem experiências, agenciamentos sociais e resistências face a práticas estatais de gestão da vida, traduzidas em políticas públicas de saúde na América Latina. Serão discutidos três eixos articulados: 1) Abordagem das diferentes dimensões que envolvem as ações do Estado, como os processos de institucionalização e/ou desinstitucionalização, as redes de atendimento, as políticas de acesso a serviços, etc. Pensar esse “Estado em ação”, que cria mecanismos disciplinadores, em sua perspectiva universalista, e discricionários, em seus modos desiguais de distribuição de direitos, é também tentar perceber as dialéticas entre cuidado e controle, dependência e autonomia, etc.; 2) Abordagem dos agenciamentos sociais, das práticas de auto-cuidado, dos saberes locais e tradicionais, podendo ser incluídas experiências religiosas, espirituais e de cura ritual, para problematizar a relação entre a produção da verdade e estratégias de sujeitos e coletividades para vivenciar e agenciar processos de saúde-adoecimento; 3) Abordagem do fazer etnográfico como ferramenta para refletir sobre experiências sociais e políticas públicas no contexto da saúde mental, da saúde sexual e reprodutiva, de práticas corporais de higiene, da alimentação, entre outras temáticas. A articulação desses três eixos visa a pensar os desafios e os diálogos possíveis entre a antropologia e o Estado, no que concerne às políticas públicas e agenciamentos sociais no campo da saúde.

Ponencias
Sesión I Políticas públicas, serviços de saúde, cuidado: os sujeitos e o “Estado em ação”

Jueves 8 de junio
4:00 - 6:00 pm

Políticas y etnografía. Relaciones, sujetos y poder en una etnografía hospitalaria.
María Guadalupe García
Instituto de Ciencias Antropológicas, FFyL, UBA, Argentina

Susana Margulies
Instituto de Ciencias Antropológicas, FFyL, UBA, Argentina

Resumen:
Esta ponencia propone discutir los aportes del enfoque etnográfico en el estudio de los procesos de institucionalización de la atención de la enfermedad, los daños y padecimientos. Presentamos los resultados de una etnografía hospitalaria en un centro obstétrico de un hospital público del Gran Buenos Aires. Específicamente analizamos la organización de la atención, los dispositivos y secuencias institucionales, los acuerdos, las negociaciones, las disputas, las distintas interpretaciones, los equívocos y ambivalencias, los criterios de clasificación implícitos en la definición de los sujetos y sus necesidades, los objetos de atención y las modalidades de implementación burocráticas. Abordamos estos procesos a partir de un enfoque teórico-metodológico que, enfocado en las prácticas cotidianas y los itinerarios de personas y grupos, busca captar cómo se reflejan, refractan y transforman las políticas de salud, los modos de gobierno de las poblaciones y las condiciones de desigualdad en la interfase de prácticas de atención, itinerarios terapéuticos y mundos morales locales.

A economia política de atendimento e cuidados com a síndrome congênita da zika: prevenção, resposta e dinâmicas ao nível do estado
Ana Claudia Rodrigues da Silva
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Russel Parry Scott
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Fernanda Meira
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Luciana Lira
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Resumen:
Com base na pesquisa “Zika: etnografando cuidados” desenvolvida por pesquisadores do FAGES/UFPE, este trabalho busca descrever como o vírus da Zika e seus efeitos na vida das pessoas são tratados em Pernambuco, primeiro estado a descobrir o aumento exponencial de nascimento de bebês com distúrbios neurológicos (principal, mas não unicamente, microcefalia). Examina as maneiras pelas quais as agências municipais, estaduais e particulares, têm organizado as suas diferentes ações em relação aos arranjos da política emergencial ao nível nacional na operação de diversos setores de prevenção, acolhimento e tratamento dos que apresentam a patologia e dos seus cuidadores. Isto implica em examinar as práticas, o grau de colaboração e articulação entre setores, e as relações de accountability dos funcionários públicos, dos trabalhadores em saúde e em assistência social, e dos atores de formulação e implementação de políticas. O trabalho realça as perspectivas de alguns atores chaves que exercem mediação entre Estado e cidadão, como agentes comunitários de saúde, organizadores de associações e outros atores da sociedade civil.

Contribuciones al estudio de la respuesta al problema de la violencia de género en el campo de la salud en la Ciudad de Buenos Aires. Análisis de trayectorias de cuidado y atención.
María Laura Recoder
Universidad de Buenos Aires, Argentina

Claudia Elisabet Teodori
Universidad de Buenos Aires, Argentina

Resumen:
La violencia de género (VG) representa una importante fuente de sufrimientos y padecimientos originando problemas de salud que exigen la formulación de políticas y prácticas para su abordaje.
Esta ponencia presenta algunos de los resultados de un estudio socio-antropológico realizado entre el 2010 y el 2013 en la Ciudad de Buenos Aires, sobre las respuestas a la VG, a partir del análisis de las trayectorias de mujeres que demandan atención.
El potencial de la noción de trayectoria – que remite a las actividades desarrolladas por los individuos en la búsqueda de tratamiento y apoyo para enfrentar sus padecimientos – permitió relevar en y a través de las mujeres afectadas por VG, habilidades adquiridas, articulación de saberes, interacciones, modalidades de atención, sentidos y significados implicados en el padecimiento, arreglos cotidianos y uso redes sociales, necesarios para el cuidado de su salud.
Complementariamente se profundizó en el análisis de las respuestas desplegadas por un servicio de salud especializado en VG a través de una estrategia metodológica que trianguló diferentes fuentes y técnicas de investigación: entrevistas en profundidad a usuarias de dispositivos de salud, registros hospitalarios, entrevistas a profesionales y observación participante.
Algunos de los resultados informan: escasa capacidad del sistema de salud para la detección y abordaje de violencias, fragmentación y desarticulación de recursos institucionales, tendencia a la medicalización del padecimiento, cronificación del problema y revictimización de las mujeres. Resultados que denuncian la continuidad de desigualdades y dificultades para enfrentar política e institucionalmente a la VG. Insumos para la reflexión y el debate.

Política e clínica: psicanálise, tecnologia de cuidado e subjetivação.
Maria Carolina de Araujo Antonio,
Universidade Estadual de Londrina (UEL). Brasil

Lecy Sartori
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Brasil

Resumen:
A proposta desta comunicação é apresentar uma análise do modo como tecnologias de cuidado no campo da saúde mental produzem modelos de subjetivação que articulam política e clínica. A análise será feita a partir da relação entre os dados de duas pesquisas etnográficas. A primeira refere-se a etnografia realizada na Escola Brasileira de Psicanálise de São Paulo, que buscou acessar a produção de conhecimento e a formação de psicanalistas lacanianos nesta instituição, e os processos de subjetivação resultantes da articulação entre teoria e prática terapêutica na construção de realidades psicológicas. A segundo trata da pesquisa de campo realizada no Serviço Residencial Terapêutico (SRT), em Campinas, com o intuito de analisar o modo como os profissionais elaboram uma tecnologia de cuidado que articula procedimentos e saberes não somente psiquiátricos, mas clínicos, psicológicos e geriátricos, em intervenções de acompanhamento e gestão do projeto de vida dos seus moradores. A relação entre esses dois campos de pesquisa etnográfica tem por objetivo expor como psicanalistas e profissionais do SRT orientados pela psicanálise lacaniana organizam o saber e a prática de intervenção pautados em noções como singularidade, autonomia e responsabilização dos usuários/analisantes, noções que embasam a relação estabelecida entre ação política e direção do tratamento nas instituições públicas de saúde mental. Procuramos refletir como a relação entre Estado e práticas terapêuticas se faz presente, já que políticas de incentivos e investimentos são pautadas nessas tecnologias de cuidado que produzem manejos terapêuticos, planejamento e o governo dos moradores e analisantes.

Sesión II Agenciamentos no campo da saúde: violências, resistências, tratamentos alternativos
Viernes 9 de junio
9:00 -11:00 am

Medicinas no-convencionales en el sistema oficial de atención de la salud. Notas en torno de las condiciones de emergencia, permanencia y declive de terapias “alternativas” en espacios hospitalarios (Buenos Aires, Argentina)
Mariana Argentina Bordes
CONICET – CAEA, Argentina

Resumen:
En las últimas décadas, las medicinas no-convencionales o habitualmente denominadas como “alternativas y complementarias”asumen una gran popularidad en la ciudad Buenos Aires. Asimismo, en los últimos años se registran algunos casos puntuales en lo que médicos alópatas habilitan la presencia de terapeutas alternativos en el subsector público de atención de la salud, pero se trata de un fenómeno ecléctico, que depende del contexto específico de cada servicio hospitalario. Es por eso que la presencia de las medicinas no-convencionales supone un alto grado de informalidad, ya que el Estado nacional no ha desarrollado aún reglamentaciones y/o políticas para regular tales ofertas. En este contexto, nos proponemos abordar este fenómeno, considerándolo como la expresión de demandas específicas en torno a la atención sanitaria y el cuidado. Lo cual, a su vez, responde a cambios socioculturales más amplios. El objetivo del trabajo es analizar las dinámicas de incorporación de medicinas no-convencionales en torno de dos propuestas terapéuticas (reflexología y reiki), en diferentes servicios hospitalarios de Buenos Aires. El análisis tiene en cuenta factores estructurales y procesuales de estad dinámicas. También subrayamos los puntos de convergencia entre necesidades e intereses del personal médico y de los terapeutas no-convencionales; así como las coordenadas de conflicto que determinan la finalización de algunas propuestas. El trabajo se inscribe en una estrategia de investigación cualitativa. Las técnicas utilizadas son entrevistas semi-estructuradas y no directivas con profesionales de la salud y terapeutas alternativos, así como la observación participante.

Saúde e alimentação Xerente: as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional
Rosana Schmidt
Universidade Federal de Goiás, Brasil

Resumen:
"O intuito deste estudo é ampliar a pesquisa sobre a saúde e alimentação Akwẽ Xerente no Estado do Tocantins, junto a lideranças, agentes indígenas de saúde, xamãs e anciãos/ãs, no sentido de analisar os programas e ações vinculadas à segurança alimentar e nutricional. As vivências decorrentes das inserções em campo se iniciaram em maio de 2010 na aldeia Salto Kripre, localizada a treze quilômetros de Tocantínia. A ampliação da pesquisa compreende a inclusão de lideranças vinculadas com a saúde e a alimentação que vivem em aldeias próximas à Salto Kripre. Nesse contexto, a proposta aqui apresentada é continuidade da pesquisa anterior que problematizou a transformação na alimentação Xerente após a implantação de projetos de desenvolvimento, tais como a Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (Hidrelétrica do Lajeado), instalada no rio Tocantins há mais de trinta anos. A importância desta demarcação para a análise se deve ao contexto de encerramento do Programa de Compensação Ambiental Akwẽ – PROCAMBIX, no ano de 2010, que apoiou projetos voltados para a sustentabilidade da comunidade durante oito anos”.

Suicidio en población campesina: estudio de caso en Uruguay
Andrea Lissett Pérez
Universidad de Antioquia, Colombia

Resmen:
El suicidio es una causa importante de muerte en el mundo, está entre las diez primeras causas de mortalidad en cada país, y es una de las tres causas principales de muerte en los jóvenes entre os 15 e 25 años de edad. Durante os últimos años ha tenido un significativo incremento entre la población rural de distintos contextos internacionales. En esta ponencia se presentan los resultados de una investigación etnográfica realizada en el Departamento de Rocha, ubicado al noroccidente de Uruguay, en el que el suicidio aparece como uno de los principales problemas de salud pública que afecta a la población campesina. Esta región ha tenido por un largo periodo de tiempo una de las más altas tasas de suicidio de este país. Esta investigación buscó ampliar el horizonte de comprensión de la relación observada entre las actividades del trabajo rural y el aumento del suicidio en la población campesina, durante “los tiempos neoliberales”, intentando ir más allá de los efectos y de los cambios socioeconómicos y políticas, para considerar otros vínculos posibles de establecer como el de las singularidades históricas y culturales de las comunidades locales y las subjetividades allí recreadas, visto a través del lente del suicidio como fenómeno que abre a flor de piel las tensiones latentes y deja testimonio de la pérdida de los niveles de resistencia social e individual.

Saúde mental e feitiçaria entre os Mbyá: agenciamentos indígenas e articulação de sistemas médicos
Luciane Ouriques Ferreira
PPGAS/UFSC, Brasil

Resumen:
O presente trabalho reflete sobre os agenciamentos sociais realizados pelos Mbyá-Guarani do Estado do Rio Grande do Sul para intervir sobre os agravos à saúde por eles enfrentados e gerenciar os distintos recursos terapêuticos disponíveis, sejam os inscritos no âmbito do sistema sociomédico tradicional, sejam os ofertados pelos serviços de saúde oficiais, na condução de processos de saúde-adoecimento vivenciados pelos sujeitos indígenas. Para tanto, analisaremos o caso de uma jovem mulher Mbyá de 22 anos que, em 2002, assassinou a sua filha de um ano e três meses. O episódio além de mobilizar as lideranças Mbyá, também acionou um conjunto de agentes do Estado – justiça, indigenismo oficial, saúde – na busca de formas culturalmente adequadas de intervir sobre o problema instituído pela atitude da jovem indígena. Se para os Mbyá, a mulher guarani agiu sob o efeito da feitiçaria; para os serviços de saúde preponderou o diagnóstico psiquiátrico de psicose alcoólica. Apesar do descompasso epistemológico entre os diagnósticos, o diálogo entre as lideranças indígenas e os profissionais de saúde possibilitou a construção de um acordo sobre a forma de conduzir o tratamento da jovem indígena pautada na colaboração entre a ‘terapêutica indígena’ e a “medicina do branco”. A atuação antropológica ocorreu em um contexto de pesquisa-ação sobre o uso de bebidas alcoólicas entre os Mbyá, cabendo à antropóloga agir criativamente na construção dialógica de estratégias de articulação entre o sistema sociomédico indígena e os serviços de saúde mental, de modo a efetivar o direito à atenção diferenciada à jovem guarani.

Sesión III Etnografia nas/das instituições psiquiátricas: assujeitamentos e resistências
Viernes 9 de junio
11:00 - 1:00 pm

Gênero, crime e loucura: o perfil das mulheres que cumprem medida de segurança no Distrito Federal
Érica Quinaglia Silva
Universidade de Brasília, Brasil

Mônica Oliveira da Cruz
Universidade de Brasília, Brasil

Josenaide Engracia dos Santos
Universidade de Brasília, Brasil

Resumen:
A medida de segurança é uma sentença aplicada a pessoas consideradas parcial ou totalmente incapazes de entender a ilicitude do fato que cometeram. A elas cabe a internação em hospitais de custódia ou alas de tratamento psiquiátrico ou o tratamento ambulatorial nas redes pública e privada de saúde. Este estudo busca levantar o perfil das mulheres que cumprem essa sentença no Distrito Federal. Quem são elas? Que crimes cometeram? Que diagnósticos receberam? Quais são os itinerários por elas percorridos? Que políticas públicas de atenção à saúde são dispensadas a elas? Uma pesquisa quanti-qualitativa, realizada entre 1º de outubro de 2013 e 29 de julho de 2014, mediante a análise documental de processos e prontuários, mostrou que, das 22 mulheres tidas como loucas e perigosas, 55% eram solteiras, 82% eram negras, 59% tinham baixa escolaridade e, em sua maioria, possuíam profissões com pouca qualificação. 41% dos crimes cometidos por elas foram contra o patrimônio. Quanto aos diagnósticos, 27% tinham transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool e outras drogas. Este estudo permite entender as ações do Estado, representado pelos Poderes Executivo e Judiciário, e suas falhas na assistência a essas mulheres, tanto antes quanto depois do agravamento do estado de saúde delas e do cometimento de um delito, o que resultou no enclausuramento delas. Ademais, ao conhecer essas mulheres e a dupla estigmatização a que foram (e são) submetidas, esta pesquisa possibilita revisitar a política de saúde mental no Brasil.

Por dentro do Hospital Colônia Santana: rastreando sujeitos em uma instituição psiquiátrica
Sônia Weidner Maluf
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Resumen:
O objetivo deste trabalho é, a partir de pesquisa realizada na documentação do Centro de Documentação e Pesquisa do Hospital Colônia Santana/Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina (CEDOPE/Ipq/SC), rastrear trajetórias de sujeitos que foram internados e viveram na instituição durante as décadas de existência do Hospital Colônia Santana, transformado em Instituto de Psiquiatria de SC em 1996. A documentação pesquisada envolve Livros de Registro, Livros de Ocorrência, Prontuários, fotografias e documentos produzidos pelos próprios internos, como poemas, diários, anotações em cadernos. O objetivo é, através da documentação pesquisada, conhecer e dar visibilidade aos sujeitos englobados pela vida institucional, dando continuidade a pesquisas anteriores focadas em uma antropologia feita na zona de confluência entre sujeitos e o Estado. Essa pesquisa faz parte de um projeto mais amplo sobre os regimes biopolíticos no campo da saúde mental no Brasil, com foco na relação entre políticas públicas, cidadania e direitos.

O afeto é o centro do universo: biopolítica e resistência em um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro
Felipe Magaldi
Museu Nacional – UFRJ, Brasil

Resumen:
Este trabalho apresenta material etnográfico referente a uma pesquisa realizada desde 2012, atravessando um mestrado e um doutorado em andamento, no Instituto Municipal Nise da Silveira. Trata-se de um complexo de assistência à saúde mental situado no bairro do Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro, o qual constituiu-se, desde a década de 1940, como ponto de adensamento de uma trama de atores reunidos em prol da crítica ao modus operandi da psiquiatria biomédica, tendo como sua figura mais destacada a médica alagoana Nise da Silveira. Embora dita trama não tenha se estabilizado enquanto movimento sistemático, é possível citar, como suas propostas específicas, o uso de atividades expressivas (pintura e modelagem, sobretudo) como forma de tratamento das doenças mentais e a valorização do “afeto catalisador” no ambiente hospitalar, em oposição a técnicas tais como eletroconvulsoterapia, psicocirurgia, insulinoterapia e, mais tarde, psicofarmacologia, todas consideradas agressivas e ineficazes. Em um aposta genealógica, o presente trabalho explora como tais propostas permanecem influentes nas políticas públicas que operam atualmente na referida instituição. Particular destaque será conferido ao “Hotel da Loucura”, uma ocupação artística vinculada à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, situada em dois andares abandonados da antiga enfermaria do instituto, caracterizada pela oferta de atividades públicas e gratuitas para pacientes e não-pacientes, destacadamente o teatro. Argumenta-se que, ainda que hoje institucionalizadas, a existência dessas práticas permanece dependendo de uma série de enfrentamentos e resistências, seguindo em condição desprestigiada tanto no campo médico quanto no âmbito do Estado e das políticas públicas.

Sobre agenciamentos sociais e ações do Estado: Parada Gaúcha do Orgulho Louco.
Ana Paula Müller de Andrade
Universidade Federal de Pelotas, Brasil

Resumen:
Um dos principais desafios presente nos processos de desinstitucionalização é a transformação das relações da sociedade com a loucura. Durante o processo de reforma psiquiátrica brasileira várias iniciativas socioculturais foram criadas com o intuito de promover uma interlocução com a sociedade como um todo e entre os sujeitos acometidos ou não por algum tipo de experiência de sofrimento psíquico. Uma dessas iniciativas ocorre anualmente na cidade de Alegrete-RS e se intitula Parada Gaúcha do Orgulho Louco. A primeira edição do evento ocorreu em 2011 por iniciativa do Fórum Gaúcho de Saúde Mental Coletiva e tornou-se Lei Municipal. Em 2015, tornou-se Lei Estadual, passando a compor o calendário do Rio Grande do Sul. O evento extrapola o desfile-caminhada pelas ruas da cidade e engloba um conjunto de ações artísticas e culturais, dos quais participam diferentes atores sociais envolvidos com a reforma psiquiátrica. O objetivo deste trabalho é discutir (1) limites e possibilidades na consolidação das transformações culturais em relação a loucura e (2) os agenciamentos sociais e suas articulações com as ações do Estado, a partir da análise de observações feitas em duas edições do evento, conversas informais, entrevistas com interlocutoras chave durante uma delas e materiais relativos ao mesmo, veiculados na internet. As análises realizadas demonstram que a Parada Gaúcha do Orgulho Louco anuncia um conjunto de transformações colocadas em curso pela política pública de saúde mental e evidencia algumas possibilidades de transformações das relações da sociedade com relação à loucura e dos sujeitos em suas experiências de desinstitucionalização.

2. Antropología de la salud de pueblos indígenas en América Latina

Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm

Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm

Edificio: 67
Salón: 213

Coordinadores
Lina Rosa Berrio Palomo
Conacyt-Ciesas Pacifico Sur, México

Jaime Page Pliego
CIMSUR-UNAM, México

Comentaristas
Luiza Garnelo
Fiocruz, Amazonas, Brasil
Paola Sesia Arcozzi
Ciesas Pacífico Sur, México

Resumen:
El simposio se propone reflexionar sobre el estado actual de la salud de los pueblos indígenas en América Latina, así como estrategias de organización emergente en torno a la salud. Los indicadores regionales muestran que en la mayoría de los países hay un incremento de la morbimortalidad relacionada con enfermedades crónicas no contagiosas, evidenciando paralelamente la persistencia de condiciones precarias de salud y enfermedades de rezago en estas poblaciones.

Busca acercarse a partir de diversas investigaciones etnográficas en varios países de la región, a estos fenómenos actuales e indagar el impacto negativo que ha tenido sobre los procesos de salud/enfermedad/atención-prevención, la privatización de la atención en salud, la desarticulación de los sistemas etnomédicos, especialmente la partería tradicional. Se pretende, entre otros temas, deliberar sobre diversos padecimientos, experiencias de organización emergente en torno a la salud, situación de los servicios de salud dirigidos a estas poblaciones así como balances respecto a la construcción de subsistemas de salud indígenas y estrategias diferenciadas para población afrodescendiente, en varios países de América Latina.

La propuesta es reflexionar sobre cómo podemos pensar actualmente desde la perspectiva de la antropología médica crítica, los procesos migratorios, el impacto del neoliberalismo y de políticas públicas desarticuladoras o inexistentes, así como los procesos colectivos en torno a la salud desde los propios pueblos y organizaciones.

Se incluyen propuestas que muestran esta diversidad a partir de investigaciones desarrolladas en Colombia, México y Brasil sobre temas relacionados con salud materna, VIH, diabetes, políticas públicas y promoción de la salud, entre otros, invitando a participar a otros colegas interesados en analizar las múltiples facetas del proceso de salud/enfermedad/atención de estos grupos humanos.

Ponencias

Sesión I Políticas públicas, sexualidad y reproducción
Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm

Uma reflexão sobre políticas públicas em saúde: gestação e parto de mulheres guarani e kaiowá em Mato Grosso do Sul
Mariana Pereira da Silva
Universidade Federal da Grande Dourados, Brasil

Resumen:
"Neste artigo pretendo discutir como as políticas públicas governamentais, ligadas à saúde indígena, interferem no saber/fazer de mulheres indígenas. Mais especificamente serão abordados aspectos associados aos cuidados relacionados com a gestação e parto das mulheres indígenas Kaiowá e Guarani no sul do estado do Mato Grosso do Sul-Brasil. O interesse em desenvolver pesquisa nessa área deu-se a partir de uma conversa, em 2010, com uma colega que à época era enfermeira da FUNASA, hoje SESAI, na cidade de Amambai/MS e, relatou-me que algumas mulheres Guarani e Kaiowá tinham resistência em realizar partos em hospitais. Essa e outras falas me levaram a refletir, sobre como essas mulheres indígenas percebem o atendimento realizado pela SESAI. No presente estudo, examinamos os discursos das mulheres indígenas associados à gestação e parto, onde percebemos nuances das vozes dessas mulheres sejam elas parturientes, ñandesy, agentes indígenas de saúde ou profissionais de saúde. As nuances são evidenciadas de um lado pela valorização dos procedimentos tradicionais e de outro pelo realçamento dos discursos biomédicos. Além das diferenças entre os discursos, pretendo abordar também a questão dos itinerários terapêuticos utilizados pelas mulheres indígenas. Os caminhos que elas percorrem até chegarem ao posto e aos profissionais de saúde mostram uma gama de possibilidades dentro da própria comunidade. Ao iniciar um movimento reflexivo posto neste artigo, a partir dos contextos de contato interétnico e de como são significados os encontros intermédicos, esse nos auxilie noutros caminhares”.
Palavras-chave: Mulheres Guarani e Kaiowá; gestação; políticas públicas

Prácticas anticonceptivas biomédicas y nociones del cuerpo entre los Tuyuka Bara del Vaupés.
Juliana Sanchez
Fundación Gaia Amazonas, Colombia

Resumen:
"Esta ponencia reflexiona sobre la experiencia social de las mujeres y hombres indígenas, en su mayoría tuyuka y bará –del Alto Río Tiquié en el departamento del Vaupés Colombia–; derivada del proceso de incorporación de prácticas anticonceptivas femeninas biomédicas en sus comunidades, proceso iniciado en la década de los noventa y enmarcado en un aumento de la presencia del Estado colombiano materializada en la entrada de la medicina alópata y educación laica. Se aborda la problemática desde el modo en que los indígenas de esta zona piensan y viven dicho proceso como parte de manejo del contenido llamado por ellos “blanco”.
Tras esto se acerca a las estrategias empleadas por los indígenas para relacionarse con las prácticas anticonceptivas biomédicas o “anticonceptivos de blanco”, dichas estrategias tienen significados enmarcados por un sistema de relaciones sociales mediado por el cuerpo y del que hacen parte activa mujeres y hombres indígenas. Describe cómo se dio el proceso de introducción de las prácticas anticonceptivas biomédicas y aborda las conceptualizaciones de los hombres bará sobre dicha introducción y la idea de que son conducentes a “Acabar la Gente”. Finalmente presenta las marcas de alteridad mediante las cuales ellos separan los métodos propios de los métodos blancos, relativas a las consecuencias que tienen en el cuerpo-conocimiento de hombres y mujeres"

¿Alternativas, resistencias o sobrevivencias? Experiencias organizativas de mujeres indígenas en torno a la salud materna en México
Lina Rosa Berrio Palomo
Conacyt-Ciesas, México

Resumen:
"Las políticas de salud materna de las últimas décadas en México, han orientado hacia una institucionalización del proceso de gestación y el parto en los servicios de salud. Esto ha disminuido de manera importante la atención del mismo en las unidades domésticas así como la participación de terapeutas indígenas, entre ellas las parteras tradicionales. En este contexto de institucionalización, no pocas veces acompañado de actitudes punitivas y amenzantes hacia las parteras y las mujeres que optan por sus cuidados, existen espacios coordinados desde organizaciones de mujeres indígenas que brindan servicios en materia de salud sexual y reproductiva, incluyendo atención del parto”
“Las Casas de la Mujer Indígena –CAMI- es una estrategia que surge hace más de una década y actualmente existen 22, de las cuales cinco se dedican específicamente a salud materna. Esta ponencia analiza el papel de las Casas como parte de los procesos organizativos indígenas y desde la sociedad civil de cara a estas políticas públicas, indagando cuáles son los aportes y los límites de dicha estrategia y el papel que ocupan en la disputa por el derecho de los pueblos indígenas a la salud propia. Surge del trabajo etnográfico y de acompañamiento a las CAMIS en los estados de Guerrero, Oaxaca y Chiapas”

Pueblos originarios, servicios de salud y contextos urbanos: desafíos y problemáticas en los procesos de atención de las poblaciones qom (toba) de Rosario
Matias Stival
Universidad Nacional de Rosario / Universidad de Buenos Aires, Argentina

Resumen:
"Con el propósito de aportar a los debates sobre los procesos de atención de la salud de los pueblos originarios en contextos urbanos, desplegamos una serie de nudos problemáticos que emergen en el escenario asistencial de las poblaciones qom (toba) de la ciudad de Rosario (Argentina). Estas consideraciones surgen de una investigación antropológica cuyo objetivo general ha sido describir y analizar los procesos de atención de la población qom en Rosario y su relación con los servicios públicos de salud de esa ciudad. Desde un enfoque etnográfico se aborda este campo relacional a partir de, por un lado, las trayectorias de atención de las familias/grupos domésticos qom de un asentamiento indígena -que incluyen la utilización de distintos recursos terapéuticos-, y por otro, de las relaciones, las prácticas y los sentidos puestos en juego por los profesionales y personal del centro de salud barrial en la atención de dicha población
A partir de la descripción y análisis de las trayectorias de atención qom presentamos los modos en que son utilizados, en forma simultánea o sucesiva, los distintos recursos terapéuticos que componen el escenario asistencial. A su vez, compartimos una serie de interpelaciones a ciertas premisas, supuestos y vacíos que operan en el discurso y en las prácticas de los equipos de salud que los atienden, enfatizando la necesidad de incorporar una perspectiva relacional que ponga en juego y desnaturalice las nociones, las lógicas y tiempos organizacionales de los propios servicios de salud"

Sesión II Interculturalidad y promoción de la salud. Miradas críticas
Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am

Laberintos de la autonomía en salud entre los Nasa, Colombia
Edson Jair Ospina
Universidad Nacional de Colombia, Colombia

Resumen:
"La implementación del Sistema Indígena de Salud Propia e Intercultural entre las comunidades Nasas, se soporta en un proceso de autonomía política como pueblo indígena en sus territorios y se sostiene sobre estrategias neoliberales que orientan el sistema de salud del país, fundamentos diametralmente opuestos. La investigación identificó y analizó los obstáculos generados por el enfoque neoliberal del sistema de salud colombiano, en el proceso de autonomía en salud implementado por el pueblo Nasa a partir de un trabajo etnográfico en dos territorios Nasas del Cauca, misma que incluyó la observación participante en escenarios comunitarios de desarrollo de este sistema de salud y entrevistas a diferentes agentes sociales, además de revisión de normatividad sanitaria y de documentos sobre el plan de salud propia e intercultural.
Sobre el proceso autonomía en salud, se reconocieron diferentes escenarios y sus respectivos obstáculos. Uno de orientación ideológica, centrado en la difusión de un discurso a favor de la medicina tradicional y de rechazo a la medicina occidental, en un contexto en donde las familias y los individuos se incorporaron discrecionalmente a la medicalización. Uno de orientación política, dirigido al manejo del campo de la salud en el ámbito micro social, y que ha generado conflictos por la apropiación de sus capitales. Uno administrativo, erigido involuntariamente para reproducir el modelo sanitario, perfilando líderes indígenas para actividades burocráticas en quebranto de las tareas político-organizativas. Uno de control social del personal médico tradicional, ocasionando la des-socialización del proceso salud enfermedad atención y una intromisión en la eficacia ritual. Y uno de implementación de servicios en salud, en donde su funcionamiento está mediado por costo-eficiencia y la generación de soportes financieros, en detrimento de los derechos de los trabajadores sanitarios y de los tiempos reales atención en salud"

Saberes y prácticas de promotores de salud indígena, aportes a la interculturalidad crítica.
Adriana Lozano
UAM-X, México

Luz Angela Palacios
Universidad Javeriana, Colombia

Resumen:
"Los promotores comunitarios de salud son mujeres y hombres indígenas que caminan cotidianamente los territorios, hacen parte de las dinámicas colectivas de sus respectivos pueblos, y en su quehacer responden a mandatos o demandas comunitarias, creando diferentes tránsitos entre saberes y prácticas de salud; en esta ponencia se abordarán algunos de esos tránsitos, a partir de los resultados de un trabajo de investigación colaborativa sobre la promoción comunitaria de la salud, en el ámbito de la sexualidad y la reproducción .
Se incluyen las experiencias de organizaciones de promotores(as) del Norte del Cauca, Colombia y de la Costa Chica de Guerrero, México , proponiendo como eje de discusión la interculturalidad, en tanto propuesta de las organizaciones indígenas para la adecuación de servicios en las localidades, y/o apuesta política de construcción de sistemas propios de salud, procurando caracterizar críticamente el campo de la interculturalidad en salud.
Nota: esta es una ponencia compartida entre Adriana Lozano de la Universidad Autónoma Metropolitana-Xochimilco(México), y Luz Angela Palacios de la Universidad Javeriana de Cali (Colombia)"

De la autoayuda a la salud intercultural: relatos de pacientes maya hablantes con diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 del área peninsular (México).
Sergio Lerin
Ciesas DF, México

Resumen:
Nuestra orientación intercultural en salud pretende dar cuenta de las representaciones, ambiguas, ambivalentes, contradictorias y de síntesis que el paciente elabora respecto de la detección de la diabetes y los problemas derivados, así como el control de los niveles de azúcar en su núcleo familiar y en los Grupos de Ayuda Mutua. El presente trabajo describe en primera instancia la significación, y resignificación, que el paciente elabora de su enfermedad sobre la base del diagnostico medico. En un segundo momento se refiere el conjunto de daños a la salud que se pretende solucionar y contener mediante la estrategia de ayuda mutua(GAM-personal de salud), esto para comunidades con un alto porcentaje de maya hablantes en las que hoy se registra un aumento de la DM-T2.

Factores socioculturales en la atención médica y no adherencia al tratamiento antiretroviral de personas indígenas viviendo con VIH en los Altos de Chiapas.
Ruben Muñoz
Conacyt-Ciesas, México

Resumen:
En esta ponencia se exponen los resultados de una investigación etnográfica llevada a cabo en un servicio médico especializado en la atención a personas viviendo con VIH en los Altos de Chiapas (México). Se describen y discuten dos dimensiones socioculturales, relativas al acceso al servicio de salud y a la atención médica, desde el análisis de su correlación con el bajo porcentaje de adherencia al tratamiento antirretroviral de las personas indígenas usuarias del mismo. Por una parte, la cultura organizacional de cuidados médicos y su configuración espacial, material y de recursos humanos. Por otra, las representaciones sociales de los médicos respecto a la búsqueda de atención y los modelos explicativos del proceso salud/enfermedad/atención-prevención de los pacientes indígenas, y su correlato en sus praxis de atención. Como conclusión, se evidencia la ausencia de estudios sobre prevalencia de VIH y acceso al tratamiento antirretroviral de las personas indígenas en la región, la necesidad de visibilizar esta realidad y de plantear estrategias de intervención garantistas que redunden en una atención adecuada y basada en los derechos humanos, en un contexto social y clínico de diversidad cultural marcado por la inequidad.

Sesión III Aproximaciones etnográficas al proceso de salud-enfermedad-atención, prevención
Viernes 9 de junio
11:00 - 1:00 pm

Esperando la muerte: deterioro anímico y físico por diabetes, el caso de tres mayas de los Altos de Chiapas
Jaime Page Pliego
CIMSUR-UNAM, México

Resumen:
La inoperancia de los servicios de salud en México originada por el desabasto de medicamento en el primer y segundo nivel de atención como medida para favorecer el uso de la medicina privada de bajo costo fundada en fármacos genéricos y consultorios gratuitos o de bajo costo, instituciones y mercado en que la insulina no está disponible, aunado a la nula educación que las instituciones de salud debieran brindar a través de acciones de promoción y fomento de la salud, se traduce en el mediano plazo en el hastió respecto de dichos servicios, con el consecuente desapego al tratamiento y la dieta que en algún momento se traduce en complicaciones. En la investigación que hemos llevado a cabo, hemos documentado los casos de varias personas que ante las complicaciones por la diabetes, en algún punto se niegan a recibir cualquier tipo de atención en especial la biomédica. Por otro lado, la discapacidad que generan las complicaciones, derivan en tristeza y hasta depresión y la pérdida del deseo de seguir viviendo, descuidándose en adelante, dejando, sobretodo, fluir el apego a aquellos alimentos que coadyuvaron al desencadenamiento de la diabetes. En este trabajo se hace referencia a tres casos.

El silencio mortal de la equinococosis quistica/hidatidosis en los Andes Del Perú: Puno, Cusco Y Pasco.
Luis Alberto Suarez Rojas
Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Perú

Resumen:
Las zoonosis en los andes poseen una larga data en las poblaciones más pobres en los Andes. Ofrecemos una estudio antropológico y etnográfico (historias de vida, entrevistas a profundidad y observación participantes) en 3 regiones del Perú: Puno, Cusco y Pasco. Sugerimos que la Equinococosis Quística/Hidatidosis (EQ/H) es una zoonosis doblemente silenciosa, envuelta por un conjunto de variables culturales y simbólicas, escasamente comprendidas. Aquí la unidad doméstica es vital para comprender la transmisión de la EQ/H, donde se entrelazan las prácticas sociales, hábitos y estructuras de sentido. Ahí, la relación entre animales y hombres cobra una lógica muy diferente a la “racionalidad instrumental”, de modo que los seres humanos y los animales no constituyen reinos ontológicos diferentes. Las ovejas representan para las familias: una forma de ahorro así como una estrategia para obtener dinero-metálico. Asimismo, los perros pastores y los perros de compañía cumplen una función práctica y ritual en las cosmovisión andina. No obstante, este zoonosis genera impactos muy serios en las familias y el paciente, las intervenciones para extraer el Quiste Hidatídico es un proceso duro y difícil, marcado por la altos costos emocionales, sociales, e intangible, como el dolor, la inseguridad, miedo y e insatisfacción. Todo esto revela que la EQ/H es una de las enfermedades, que en el campo de la salud pública, ha sido históricamente desatendida.

Alteridades indígenas, cadena de valor de hierbas medicinales andinas y procesos de salud-enfermedad. Aproximación etnográfica desde el caso de la ciudad de Arica, extremo norte de Chile
Cristhian Cerna
Centro de Investigaciones del Hombre en el Desierto, CIHDE, Chile

Shirley Samit Oroz
Universidad de Chile, becaria CONICYT, Chile

Alonso Kalice
Centro de Investigaciones del Hombre en el Desierto, CIHDE, Chile

Resumen:
En la última década, siguiendo lineamientos internacionales de la OMS y la PAHO, así como el reconocimiento universal de las ciudadanías culturales, se ha promovido la inclusión de políticas para la salvaguarda y comprensión de la diversidad cultural en materia de salud. La pertinencia ha sido su primer énfasis, donde el Estado chileno programó acciones orientadas a la puesta en valor de cultores de la medicina indígena, y de los saberes que configuran a tales perspectivas específicas del proceso salud/enfermedad, alternativas y transaccionales para con el paradigma biomédico. La instalación de tales acciones, conllevó la progresión de un consumo extra-indígena de hierbas medicinales, a la vez que, la ponderación de un campo social y político denominado medicina indígena. Esta apuesta, en un escenario de una etnogubernamentalidad instalada, revela problemáticas que radican en la relación contextual y dialéctica entre la circulación de saberes indígenas, sus cultores y los usos de hierbas medicinales. Desde una perspectiva micro-sociológica, este trabajo analiza aspectos de la cadena de valor configurada a propósito, mostrando las clasificaciones sociales que pugnan internamente, desde la ciudad de Arica. Metodológicamente, de acuerdo a un muestreo de tipo estructural representativo, se trabajó a través de una etnografía multi-situada y de caso extendido, entrevistas semi y no estructuradas, observación participante y cuestionario de caracterización de los agentes. Como resultados, se caracterizan aspectos de los agentes sociales de la cadena de valor y de sus estrategias de comercialización/uso, las hierbas comprendidas en tales flujos, así como los significados que le otorgan en el proceso salud/enfermedad/atención.

Sistema etnomédico apu: entre la tradición andina y la modernidad actual
Cástor Saldaña Sousa
Universidad de Ayacucho Federico Froebel, Perú

Resumen:
En la ciudad de Ayacucho, sierra centro sur de los andes peruanos, se encuentra un grupo social denominado Familia Cosmovisión Andina Ángeles Custodios. En Perú, la categoría indígena no se suele utilizar, siendo reemplazada por categorías como “nativos”, “originarios” y, generalmente, circunscrito a la región de la Amazonía peruana y la selva. En nuestro caso, los integrantes del grupo y las personas que acuden a esta etnomedicina, proceden del ámbito urbano, rural, semirural, y podríamos decir también mestizos como categoría étnica. El núcleo de actividad de la FCAAC es la atención de salud a las personas mediante la intervención de las deidades andinas llamadas Apus. Dicha intervención se lleva a cabo a través del Pongo, la persona intermediaria entre el mundo de los espíritus de las montañas y el mundo de los humanos. Se enmarca en la Cosmovisión Andina y en la medicina tradicional andina, con aspectos que se remontan a la época incaica más las síntesis culturales producidas a partir de la colonia. Un primer objetivo es presentar etnográficamente el Sistema Étnomédico Apu. El objetivo central de la ponencia, a partir de la presentación etnográfica del SEA, es develar los significados ocultos, estructuras, relaciones, procesos, que reflejan una respuesta sintomática del SEA hacia la biomedicina y los poderes políticos y económicos de la sociedad actual, así como la capacidad de los individuos para organizarse en una nueva estructura cultural etnomédica que permita abordar sus problemas de salud-enfermedad entre otras dimensiones del ser humano.

3. Antropología médica y salud pública. Las miradas cualitativas a las políticas públicas en salud

Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm
2:00 - 4:00 pm
4:00 - 6:00 pm

Edificio: 02
Salón: 306

Coordinadores
Diana Sarmiento
Universidad El Bosque, Colombia

Diana Goretty Oviedo
Universidad Nacional de Colombia, colombia

Comentarista
Santiago Galvis
Universidad El Bosque, Colombia

Resumen:
La antropología médica ha brindado herramientas epistemológicas y metodológicas que han sido reconocidas recientemente como importantes para el análisis y comprensión de sentimientos, significados y experiencias de los actores de los sistemas de salud.

Estas nuevas aproximaciones han permitido el acercamiento a interpretaciones culturales de comunidades sobre procesos de salud-enfermedad. Los resultados han mostrado la utilidad del puente entre las ciencias de la salud y la antropología médica para incrementar el apoyo de los actores a los programas, mejorar comunicación entre actores locales y administrativos, mejores priorizaciones de estrategias y mejores adaptaciones locales de estrategias globales o nacionales (Hendy:2007)

Este simposio busca dar cuenta de los aportes que desde los estudios cualitativos y antropología médica se han hecho a los estudios en salud pública. Se presentará la relación estrecha entre antropología y salud, que será el marco teórico y conceptual sobre el que se desarrollará el simposio. Se harán presentaciones de experiencias que darán cuenta de las posturas de cada uno de los actores del sistema (paciente, organizaciones de pacientes, industria farmacéutica y trabajadores de salud), en relación a las políticas públicas en salud, como su interrelación con los diferentes niveles de gestión (Global, nacional, local, individual).

Ponencias
Sesión I Aportes de la antropología a las políticas públicas en salud
Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm

(Des)Proteção Social para Pacientes com Tuberculose Previstos na Legislação Brasileira no Âmbito da Atenção Básica
Anne Caroline Nava Lopes
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

Andréa Suzana Vieira Costa
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

Augusto Aluízio dos Reis Santos
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

Silvia Cristianne Nava Lopes
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Brasil

Resumen:
"A Tuberculose é uma patologia transmissível que se configura como um problema de saúde pública associado à pobreza. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem como metas para Tuberculose a redução da incidência para menos de 10 casos/100 mil habitantes até o ano 2035. Assim, estratégias estão assentadas sobre três pilares na Atenção Básica: a) Cuidados centrado no paciente; b) Intensificação de pesquisas e; c) Políticas e sistemas de informações integrados, incluindo ações de proteção social. Neste último, que se concentra esta pesquisa. No Brasil, as políticas sociais fortaleceram-se a partir da Constituição de 1988, na qual foram definidos dois campos de proteção social: 1) Previdência Social, de caráter contributivo e; 2) Assistência Social, não contributivo, que institui benefícios para o enfrentamento da pobreza. Um levantamento da legislação vigente, evidenciou que os portadores de patologias graves podem ser beneficiados com isenções fiscais, a exemplo da Lei 8.213/91 que elenca, em seu Artigo 51, uma lista de doenças consideradas graves. Entre elas, a Tuberculose. Assim, os pacientes podem requisitar o auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Eles também são isentos do pagamento do Imposto de Renda, conforme Lei 7.713/1998. Além disso, os pacientes poderão solicitar vale transporte e receber cestas básicas em conformidade com a Lei nº 11.346/2006. Finalmente, o paciente pode ser cadastrado no Programa Bolsa Família. Esta pesquisa revela que nem todos os benefícios são ofertados aos pacientes devido à ampliação do neoliberalismo, que vem conduzindo às políticas sociais num profundo limite de cobertura e abrangência"

La experiencia del territorio como herramienta de Incidencia e Implementación de la política pública en salud para la tercera edad
Estefanni Barreto Sarmiento
Central Unitaria de Trabajadores, Colombia

Resumen:
"En un contexto social en donde prima la aplicación de modelos externos a problemáticas locales de alta complejidad, sin medir en ocasiones las consecuencias o riesgos de su impacto y más aún en el campo de salud, comprender el papel que juega la antropología en el terreno de la salud pública es necesario para entender si los métodos de aplicación de dichos programas resultan correctos y para precisar lo que podría ser una nueva herramienta de trazabilidad de las políticas públicas en materia social para la salud y lo que esto conlleva para la prevención de la enfermedad o el buen control de ésta.
En el caso de la tercera edad de los estratos más bajos de Bogotá, se suele hablar de la necesidad de orientar el cuidado de enfermedades que presenta ésta población para prevenir la agudización del daño y así se trazan una serie de programas para abordar dicha prevención. No obstante una política generalizada para grupos poblacionales tan disimiles dejan varios interrogantes frente al estado de necesidad, pertinencia, los medidores correctos para el accionar, entre otra serie de variables que se deben examinar en conjunto y no dispersos, desde el factor biológico hasta el social, con una mirada interna de la población, con agentes tratantes que habiten en el territorio, trasmitiendo una mirada local y experiencias externas del fenómeno para su posible solución y/o tratamiento. Focalizar la evaluación de escenarios locales para ligarlos con análisis globales y aplicar la política pública con presencia permanente en el territorio”
se suele hablar de la necesidad de orientar el cuidado de enfermedades que presenta ésta población para prevenir que se agudice el daño y así se trazan una serie de programas para abordar dicha prevención. No obstante una política generalizada para grupos poblacionales tan disimiles dejan varios interrogantes frente al estado de necesidad, pertinencia, los medidores correctos para el accionar, entre otra serie de variables que se deben examinar en conjunto y no dispersos, desde el factor biológico hasta el social, con una mirada interna de la población, con agentes tratantes que habiten en el territorio, trasmitiendo una mirada local y a su vez experiencia global del fenómeno y su posible solución y/o tratamiento"

Interculturalidad en los sistemas de salud

Módulos de Medicina Tradicional en los Servicios de Salud del Estado de Puebla, México
Alicia Barrales Ramos
Servicios de Salud del Estado de Puebla, México

León Julián Mayorga Vaca
Servicios de Salud del Estado de Puebla,México

Resumen:
"Los Módulos de Medicina Tradicional en Puebla emanan de la necesidad de acercar a la población rural e indígena los servicios de medicina alópata así como del reconocimiento de la existencia del patrimonio de conocimientos y prácticas de la Medicina Tradicional para atender la salud de las comunidades así como contribuir a la preservación de una práctica y cultura médica tradicional.
El grupo al que se enfocan los Módulos de Medicina Tradicional es la población indígena y rural de la zona de influencia de los Hospitales Integrales de Puebla, que demandan los servicios de Medicina Tradicional, así como de comunidades de estados circunvecinos. Los servicios de salud se prestan a través de los Terapeutas Tradicionales, quienes son originarios de las comunidades rurales e indígenas, gozando de prestigio social, porque son quienes curan, son quienes conocen el proceso de salud-enfermedad de la población y su práctica terapéutica es aceptada y reconocida por la población. Compartiendo los mismos valores y prácticas, también contribuyen a concientizar a la población sobre llevar una vida saludable.

Que existan servicios de salud con medicina alópata en las comunidades, no es garantía de que la población acuda, debido a la concepción que se tiene sobre salud-enfermedad, siendo la medicina tradicional la opción más aceptada para atender los Síndromes Culturales. Con los Módulos de Medicina Tradicional se contribuye, primero a la preservación de una práctica y cultura médica tradicional y segundo, al mejoramiento en el rendimiento de los servicios de medicina alópata de los Hospitales Integrales y Generales"

La tuberculosis desde la mirada Ashaninka y la respuesta del estado
Maria Amalia Pesantes Villa
Salud Sin Límites Perú, Perú

Claudia Lema Dodobara
Salud Sin Límites Perú, Perú

Resumen:
"En el Perú, las inequidades sociales en la distribución de la carga de enfermedad se expresan, entre otros indicadores, en la manera en que la tuberculosis afecta a la población indígena Amazónica: el 41% de la población amazónica tiene tuberculosis mientras en la ciudad de Lima sólo el 11%.
Nuestra ponencia muestra los retos que deben de sortear los pobladores de la etnia Ashankinka de la Selva Central para acceder al diagnóstico y tratamiento de la tuberculosis, los cuales deben ser provistos de manera gratuita por el Estado peruano. A partir de entrevistas a profundidad con pacientes indígenas y personal de salud mostramos que los retos para esta población están vinculados no sólo con las diferencias culturales entre la población indígena y el personal de salud sino también con cuellos de botella en el funcionamiento del sistema de salud. Ambos aspectos deben ser mejor comprendidos para proponer acciones efectivas y culturalmente pertinentes para mejorar el acceso a diagnóstico y tratamiento"

Sesión II Subjetividades e identidad en los sistemas de salud
Miércoles 7 de junio
2:00 - 4:00 pm

Mãe de santo ou médica de saúde pública: contradições médico-religiosas em território portuguê
Clara Saraiva
Centro de Estudos Comparatistas (CEC-FLUL), Lisboa, Portugal.

Resumen:
"Portugal, um país tradicionalmente católico, tem visto nos últimos trinta anos, a expansão das religiões afro-brasileiras: os portugueses sentem-se atraídos pelo poder dos orixás e das entidades de luz que lhes dão ajuda nas situações de crise.
Uma das razões desta atracção relaciona-se com a cura. Muitos chegam aos terreiros procurando solução para crises de aflição, relacionadas com o sofrimento e a doença.
Nesta comunicação discutirei noções acerca do conceito de equilíbrio, doença e cura, pertinentes na concepção religiosa afro-brasileira que se aplicam ao caso português. Com base no trabalho de campo em terreiros de Umbanda portugueses, focarei as temáticas do estabelecimento (ou não) de uma relação com a biomedicina, com práticas mais próximas da Nova Era, e ainda a utilização de ervas e plantas oriundas de África e do Novo Mundo na cura.
Um segundo tópico prende-se com o estudo de caso de uma mãe de santo portuguesa que era simultaneamente médica no sistema de saúde público, e o modo como ela geria essa sua dupla pertença. Em contrapartida, analisarei também o modo como as políticas públicas de saúde interagem (ou não) com as chamadas “medicinas alternativas”, em que muitas das curas realizadas nas religiões afro-brasileiras se inserem".

Representaciones sociales del cáncer: una comprensión de la experiencia del enfermo oncológico asistido en dos entidades de salud del D.T.C.H de Santa Marta (2013-2016)
Yamileth Florián Martínez
Universidad del Magdalena, Colombia

Resumen:
El cáncer es un problema de salud pública que está afectando diariamente a miles de personas en el mundo, en el marco de las dimensión biológica, social y cultural del individuo que lo padece, en este sentido la presente investigación explora las representaciones sociales del cáncer en pacientes asistidos en el Hospital Universitario Fernando Troconis y la Unidad Hemato-oncológica del Caribe de Santa Marta, su referente teórico más importante es la teoría de las representaciones sociales y la antropología medica con matices de un enfoque interpretativo. Metodológicamente se empleó un enfoque de naturaleza mixta: cualitativa y cuantitativa de corte transversal aplicándose la etnografía focalizada usando la técnica de entrevista y observación participante. Los resultados muestran que las representaciones sociales del cáncer suele ser en parte positiva y negativa. Aun en el siglo XXI el cáncer es sinónimo de muerte, de angustia, miedo. Al margen de la literatura consultada, el cáncer también es considerado como una bendición que Dios le ha dado a la persona, “es como si se volviera a nacer de nuevo”.

Barreras de la compasión, Comportamientos Compasivos y como estas repercuten en el Desempeño Laboral en el Personal Médico De Dos IPS en Colombia durante el 2016
Natalia Cerinza
Universidad del Rosario, Colombia

Resumen:
"Las recientes preocupaciones sobre las barreras que afectan la compasión en la práctica médica han generado gran interés (Sinclair et al.2016) a nivel de las organizaciones, llevándolas al estudio de estos. Drago (2014) define que “La compasión se puede entender como una reacción, de origen emocional, de una persona ante el sufrimiento de otra, con el objetivo de aliviar o disminuir dicho sufrimiento, sin esperar nada a cambio. En este sentido es un comportamiento altruista (P.1275)”. En torno al concepto la Sociedad Americana de Medicina (AMA) establece que ""El médico debe estar dedicado a brindar atención médica competente, con compasión y el respeto por la dignidad humana y los derechos"". De tal forma que, los cambios en la normatividad en la salud, los entornos laborales hostiles, y el deterioro en la relación médico paciente (Fernando y Consedine 2014), acompañados de las dificultades en la calidad de vida por horarios, (Drago 2014); han generado en el personal médico emociones negativas las cuales dificultan su comportamiento compasivo viéndose reflejado en el desempeño laboral.
Este trabajo se centra en realizar un análisis de las barreras de la compasión que afectan los comportamientos compasivos y las repercusiones de las mismas en el desempeño laboral del personal médico de dos Ips. Través de la aplicación de tres cuestionarios 1. La escala de amor compasivo 2. Adaptación en español del cuestionario de análisis de las barreras para la práctica de la compasión en medicina (BPC), donde también se incluirán las variables sociodemográficas, y 3 el cuestionario de percepción del desempeño laboral"

Sesión III Reflexiones metodológicas: Encuentros/desencuentros entre antropología y salud pública
Miércoles 7 de junio
4:00 - 6:00 pm

La etnografía frente a la epidemiología. Lecciones sobre atención y desarrollismo en el oriente de Guatemala.
Lorenzo Mariano Juárez
Universidad de Extremadura, España

Julián López García
UNED, España

Resumen:
La atención al hambre y la desnutrición es una preocupación en las agendas del desarrollo y las políticas de salud pública en la mayor parte de América Latina. Los abordajes teóricos y metodológicos han variado en las últimas décadas desde los enfoques de la economía política a los trabajos que enfatizan el valor del conocimiento local y los particularismos culturales. En este trabajo se analiza la potencia explicativa de la etnografía para abordar el problema del hambre y la desnutrición en el oriente de Guatemala. A partir de los datos de un trabajo de campo de varios años, se aborda los conceptos clave que aporta la metodología frente a los abordajes cuantitativos. Las prácticas, los sentidos e incluso la construcción cultural del padecimiento son manejados en esta particular epidemiología de números pequeños.

Los sistemas de clasificación de información sobre salud en contextos interculturales.
Carlos Enrique Zolla Luque
Universidad Nacional Autónoma de México, México

Resumen:
"La producción de información sobre salud en contextos interculturales se ha incrementado a lo largo de la centuria pasada y en el inicio del siglo XXI. Esto se debe, en buena medida, al reconocimiento del impacto de los determinantes sociales y culturales en el proceso salud/enfermedad/atención. En el caso específico de México –que se autodefine como pluricultural–, la transición epidemiológica, la transición en salud y sus indicadores muestran que –por ejemplo, en el caso de las defunciones– “a la secular desigualdad social en los niveles cuantitativos de mortalidad, se añade ahora una desigualdad cualitativa en la distribución por región geográfica y clase social de las causas de muerte” . De ahí que, cada vez con mayor fuerza, se advierta la pertinencia de dos factores: 1) la asociación diversidad cultural/desigualdad, especialmente en lo relativo a los pueblos indígenas y a su situación de salud; 2) la necesidad de combinar los métodos cuantitativos (claramente, los de la epidemiología convencional) con los cualitativos (aportados por las ciencias sociales) en los estudios sobre salud.
La comprobación de que la medicina alopática, científica o moderna coexiste con otros modelos terapéuticos –las medicinas tradicionales e indígenas, las alternativas o complementarias, y las formas domésticas o caseras de la auto-atención (OMS 2013)–, la apertura a los planteos de las ciencias sociales en la enseñanza médica (la antropología médica y la sociodemografía, de manera creciente) y, en nuestro país, la importante magnitud y diversidad de los pueblos originarios, marchan al parejo de la necesidad de disponer de información actualizada, confiable y lo más exhaustiva posible para reorientar las estrategias de atención".

4. Desigualdad, género y salud

Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm

Edificio: 02
Salón: 404

Coordinadores
Veronica Haydee Paredes Marín (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Posgrado de Ciencias Médicas, Odontológicas y de la Salud de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) – México

Ells Natalia Galeano Gasca (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Universidad Manuela Beltrán, Colombia

Comentarista
Veronica Paredes
Posgrado de Ciencias Médicas, Odontológicas y de la Salud de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) - México-

Yury Olarte
Universidad Manuela Beltrán, Colombia

Resumen:
La materialización de las desigualdades en las poblaciones americanas se observa a través de las exclusiones y tiene como resultado, la continua construcción de sus vulnerabilidades. La pobreza, la inserción desventajosa en los sistemas productivos en razón de la edad, género o etnia, la ausencia del Estado en poblaciones periféricas y rurales, el racismo, la negación de los sistemas de salud étnicos por parte de los Sistemas Nacionales de salud, la privatización de los servicios públicos o la ocupación de territorios con fines extractivos son parte de las prácticas producidas por el ordenamiento socioeconómico global y que se convierten en determinantes de las condiciones de vida, que impactan directamente los procesos salud, enfermedad y atención de las poblaciones.
Indicadores como alta incidencia en mortalidad materna, muertes o discapacidades por causa externa, alto costo de bolsillo familiar destinado a la salud, desprotección de los servicios de salud a grupos focalizados, enfermedades crónicas o terminales, aumento de suicidios, enfermedades o padecimientos conexos a la violencia y conflictividad social, falta de acceso a los recursos o la información adecuada sobre la anticoncepción, intoxicación por contaminación de medios de vida generado por causa externa se convierten en la expresión social de estas desigualdades.
El objetivo de ésta mesa es discutir, desde una mirada latinoamericana y a partir de las herramientas que nos otorga la antropología médica crítica, cómo y por qué afecta el género y la desigualdad, de manera diferenciada en los procesos de salud, enfermedad y atención. De modo tal, que se pueda visibilizar la posibilidad de articulación entre los saberes biomédicos y científico sociales. Asimismo, bosquejar propuestas para generar cambios en relación a los desafíos a los que nos enfrentamos, no sólo en la investigación, sino cuando se requiere aplicar los conocimientos en la formulación de protocolos de atención, programas, planes, políticas o normativas nacionales o en el activismo por el derecho a la salud.

Ponencias
Sesión I Salud Materna
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am

Cuerpos intervenidos, desigualdades in-corporadas: violencia obstétrica contra mujeres indigenas
Lina Rosa Berrio
Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social. Ciesas, México

Resumen:
La violencia contra las mujeres asociadas a la sexualidad y la reproducción es una de las formas más comunes de violencia institucional en materia de salud. La ponencia aborda un análisis de las múltiples manifestaciones que esta toma en los servicios públicos de salud en México, particularmente respecto a mujeres indígenas.

A partir de mi trabajo de investigación en la Costa Chica de Guerrero y la revisión de otros materiales etnográficos que analizan procesos similares en regiones indígenas, interesa mostrar las articulaciones de esta violencia basada en la condición de género y clase pero articulada de una manera más cruda en poblaciones y grupos racializados como los indígenas.

Se analizan casos de esterilización forzada; cesárea y violencia durante el parto, a partir de los cuales se evidencian las lógicas racistas y discriminatorias con las cuales se toman ciertas decisiones aparentemente basadas en argumentos técnico-científicos. Si bien el foco etnográfico está en esa región del país, los resultados permiten dialogar teóricamente respecto a la salud como un campo que evidencia las desigualdades estructurales y la estratificación de la reproducción.

Muerte materna y desigualdad en Oaxaca, México
Paola María SESIA
CIESAS-Pacífico Sur, México

Resumen:
"La ponencia pretende aportar una panorámica de cómo la problemática de la MM se caracteriza y ha ido evolucionando en Oaxaca, México, en cuanto a magnitud, intensidad, comportamiento, tendencias y causalidad; esta última concebida tanto en su acepción clínica como social. A través de trabajo de campo y revisión de datos oficiales, se abarcarán dos momentos y dos investigaciones específicas. La primera se refiere a la cuantificación del subregistro y la magnitud de la MM en municipios marginados e indígenas al final del siglo pasado (1998-2002) y la segunda contempla la revisión y análisis de la base de datos oficial de MM para Oaxaca para el periodo 2002-2014. En particular, se subrayarán las continuidades en la relación entre desigualdad social y MM, así como la articulación entre carencias estructurales y organizativas del sistema institucional de salud y la distribución y magnitud de este problema en esta entidad federativa; carencias que se acentúan en las regiones más marginadas del estado y que siguen persistiendo hoy en día, aun cuando las cifras oficiales nos indican una disminución importante de su incidencia".

Dilemas da maternidade: assistência médica à partos na tríplice fronteira amazônica
Ana Maria De Mello Campos
PPGAS - UFAM, Brasil

Resumen:
"O trabalho apresenta uma etnografia sobre o caminho percorrido por grávidas brasileiras e peruanas no sistema de saúde pública, no município de Benjamin Constant/AM. Teve como objetivo observar e descrever, comparativamente, a assistência pré-natal e as práticas adotadas por profissionais de saúde na assistência ao parto. A construção da pesquisa abrangeu revisão bibliográfica, pesquisa documental, entrevistas e observação participante. Através desses recursos foi possível reconstruir o percurso das grávidas do pré-natal ao parto, articulando a descrição da rede municipal de saúde, das relações entre profissionais de saúde e grávidas e a experiência do parto e da maternidade a partir dos relatos dos sujeitos da pesquisa. Participaram da investigação seis grávidas brasileiras e peruanas. No percurso da pesquisa, as relações observadas sugerem refletir sobre violência institucional, xenofobia e violência de gênero.
Palavra: Saúde maternal, fronteira e violência obstétrica".

Migración y salud

Padecer la depresión como inmigrante mexicana en Nueva York
Nadia Santillanes
Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social. Ciesas, México

Resumen:
“El objetivo de la ponencia es presentar los resultados del trabajo etnográfico realizado con mujeres mexicanas que migraron hacia los Estados Unidos, y en el lugar de destino, desarrollaron una serie de padecimientos que fueron diagnosticados como depresión. El propósito de nuestra investigación fue explorar la correlación entre un proceso socioeconómico como es la migración y su posible impacto en los problemas en salud mental. Nos propusimos utilizar las herramientas de la antropología, para conocer, describir y analizar la experiencia de la depresión desde quién la padece. Para lo anterior realizamos una estancia prolongada de trabajo de campo en la ciudad de Nueva York y convivimos con seis mujeres de origen poblano cuya situación migratoria era irregular. Como herramientas adicionales, reconstruimos sus trayectorias migratorias y elaboramos sus itinerarios terapéuticos, lo que nos brindó información sobre la causalidad, interpretación y representación que brindaban a la depresión. Los enfoques teóricos que apoyaron nuestra investigación fue la antropología médica crítica, de la antropología médica interpretativa. Como resultado, encontramos que una serie de factores de riesgo relacionados con la migración, no eran predictivos para una depresión, sin embargo, la violencia física, psicológica o emocional y sexual, perpetuados principalmente por miembros del mismo grupo familiar, eran los principales detonantes".

La construcción del dato comunitario para entender desigualdades en la frontera Guatemala- México
Verónica Paredes
UNAM, México
Guatemala

Resumen:
En salud pública existen varios indicadores utilizados en las Cuentas Nacionales en Salud -CNS- que nos muestran desigualdades y exclusiones en relación la accesibilidad a los servicios de salud en los países. La Organización Mundial de la Salud compila los datos oficiales de país para elaborar las CNS. En el caso de América Latina, la Organización Panamericana de la Salud (OPS), oficina regional de las Américas de la OMS, intenta sistemáticamente que los datos sean actualizados cada cierto tiempo, en países como Guatemala, los datos más recientes datan del 2009.
Uno de los datos que la OMS afirma reflejar la injusticia financiera en salud, es el gasto de bolsillo en salud, es decir, todo aquel costo que una familia absorbe para cuidar la salud de sus miembros. La metodología por ellos utilizada por éste organismo, es un análisis macroeconómico que da luz de cómo es la dinámica de consumo en salud. Sin embargo, estos datos suelen esconder otros costos que las familias realizan para cuidar, curar o mantener la salud, como la erogación en terapéutica tradicional o lo que deja de percibir una persona por acompañar al enfermo a consulta. Basado en la idea del registro de los gastos de bolsillo en salud, se realizó una contrapropuesta metodológica para entender éstos costos a nivele micro. Se pondrá sobre la mesa, no sólo el proceder metodológico que se planteó, sino los hallazgos que se hicieran en una zona de frontera entre Guatemala y México.

Sesión II Salud y Juventud
Jueves 8 de junio
11:00 - 1:00 pm

Derechos sexuales y reproductivos de jóvenes chilenos: Experiencias de prevención de embarazo adolescente en Santiago de Chile
Natalia Jofré Poblete
Alexandra Obach King
Universidad del Desarrollo, Chile

Resumen:
"Este estudio cualitativo es un proyecto Fonis (Fondo Nacional de Investigación en Salud) que indaga en el fenómeno del embarazo adolescente (EA) en el sector occidente de la Región Metropolitana de Santiago de Chile. El panorama actual muestra que son escasas las evaluaciones de las iniciativas que abordan el EA, y que no existe un enfoque de derechos y participación propiamente tal. El objetivo de la investigación fue sistematizar experiencias de prevención del EA, tanto de equipos de salud como de lo/as jóvenes, para así generar recomendaciones hacia las políticas públicas y material socioeducativo en materia de prevención del EA. Se utilizaron las técnicas de entrevistas semi-estructuradas (n=35), grupos de discusión (n=8) y observación participante. Se seleccionaron jóvenes de entre 15 y 19 años, y equipos de salud que trabajan directamente con jóvenes. Se utilizó la estrategia de análisis temático y se incluyeron consentimientos y asentimientos informados a todos los participantes, teniendo una aprobación de Comité de Ética. Los hallazgos del estudio permiten observar diversas prácticas de prevención del EA, dentro de las cuales algunas reproducen las barreras que muestra la literatura respecto a una adecuada prevención del EA, mientras que otras evidencian estrategias novedosas de promoción y participación juvenil. Como conclusión, se reconoce la necesidad de dinamizar las políticas públicas en materia de prevención de EA, y de potenciar estrategias innovadoras que han demostrado éxito en la disminución de las tasas de EA en el país".

Género y desigualdad en la experiencia de la menstruación en niñas y adolescentes de comunidades rurales del pacífico colombiano.
Liany Katerine Ariza Ruiz
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Maria Juana Espinoza Menendez
Universidad de los Andes, Colombia

Jorge Martin Rodriguez
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Resumen:
Esta ponencia presenta los resultados de la investigación adelantada por el Instituto de Salud pública de la Pontificia Universidad Javeriana para Unicef sobre los desafíos que representa la menstruación en niñas y adolescentes de comunidades rurales del pacífico colombiano. Las construcciones sociales y culturales alrededor del tema en el área estudiada permite reconocer la menstruación como una experiencia negativa que deviene en situaciones de desigualdad y discriminación. Las niñas reportaron no tener suficiente información a la hora de su menarquia y señalaron que el dolor, los precarios accesos a baños, agua y materiales absorbentes así como los prejuicios por parte de los hombres hacen de la menstruación una experiencia que se vive desde la pena y el ocultamiento. Estos aspectos inciden en el ausentismo a clases y en el fortalecimiento de prejuicios entorno al “ser mujer”. La problematización del tema y de sus implicaciones en la consecusión de la equidad en niñas y adolescentes pasa desapercibido por las escuelas, las familias, los colegios y las entidades encargadas de la gestión de políticas públicas. Es imprescindible diseñar políticas públicas para mejorar la información sobre la menstruación, romper construcciones estigmatizantes, garantizar agua y saneamiento para las niñas en las instituciones educativas. También se hace necesario, discutir sobre los costos de los productos disponibles para el manejo de la sangre y el acceso a otras tecnologías.

Trayectoria de una joven reclusa en una institución penitenciaria de menores en Medellín Colombia, en relación con el consumo de drogas.
Natalia Galeano
Universidad Manuela Beltrán, Colombia

Resumen:
"Este trabajo se deriva de un proyecto de investigación doctoral en el que se exploraron las trayectorias de jóvenes sancionados por un delito violento y recluidos en un centro penitenciario y jóvenes que teniendo limitaciones económicas similares a los anteriores desarrollaron trayectorias en torno al arte y la construcción de tejido social. En estas se identificó la importancia del consumo de drogas tanto en los grupos armados ilegales, como en uno de los grupos artísticos. En esta ponencia exploraré la trayectoria de una joven perteneciente a un grupo armado ilegal en torno al consumo de dichas sustancias.
La joven relata cómo fue el inicio en el consumo, primero de sustancias legales y de mayor aceptación social, como el alcohol y el cigarrillo y posteriormente, su incursión en sustancias ilegales que eran de uso corriente al interior del grupo armado ilegal al que ella pertenecía, como marihuana y cocaína. Lo paradójico es que la mayor parte del dinero que la joven recibía de cuenta de las actividades ilegales del grupo, como hurtos o ajuste de cuentas, era invertido en el consumo de éstas sustancias, de modo tal, que la joven invertía su dinero en el mismo grupo. Posteriormente, la joven fue incursionando en el consumo de sustancias que estaban prohibidas al interior del grupo armado ilegal, como el pegante y benzodiacepina. Finalmente, la joven logra mantener un periodo prolongado de abstinencia cuando entra en el proceso de resocialización en el centro penitenciario".

Sesión III Envejecimiento
Jueves 8 de junio
2:00 – 4:00 pm

Gerontologia LGBT e a construção de uma “boa velhice” e de um “bom sexo” na velhice
Carlos Eduardo Henning
Universidade Federal de Goiás, Brasil

Resumen:
"Esta ponencia, através de olhar antropológico e crítico, analisa o desenvolvimento de um campo de produção de conhecimento o qual tem investigado por algumas décadas os processos de envelhecimento e saúde de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Esse campo, ainda pouco conhecido na América Latina, tem sido chamado de “gerontologia LGBT”. Dessa maneira, os eixos de minha investigação articulam sobretudo os temas de saúde, velhice, gênero e sexualidade. Através de revisão bibliográfica e documental, investiga-se o modo como esse campo - sobretudo na América do Norte - tem construído modos particulares de conceber e prescrever práticas de gestão da “velhice LGBT” em prol de experiências de envelhecimento tidas como “bem sucedidas”. Ademais, esta ponencia põe em relevo as maneiras como a Gerontologia LGBT tem estabelecido concepções relacionadas à sexualidade na velhice as quais parecem definir um “bom sexo na velhice” entre a população em questão. Esses referenciais defendidos envolvem, entre outras questões: a defesa de um “imperativo identitário”, a recomendação de uma conjugalidade preferencialmente monogâmica e longeva, de relações próximas e ativas desses velhos com as comunidades LGBT, a defesa do fortalecimento de práticas de cuidado e saúde na velhice, assim como das redes de suporte social dessas pessoas com suas famílias de origem (as “famílias de sangue”) e suas “famílias do coração”. Por fim, a investigação tem como pano de fundo a compreensão e o acompanhamento de mecanismos biopolíticos de constituição populacional tendo como fim, entre outras questões, o fazer emergir novos sujeitos políticos, no caso, os “velhos LGBT”.

Diferencias de género en el envejecimiento Medellín
Johanna Santa
Investigadora independiente, Colombia

Resumen:
La intervención pretende exponer el análisis frente el proceso de envejecimiento en la ciudad de Medellín desde la perspectiva de género. Las implicaciones del envejecimiento son diferenciales según el sexo y el género, materializándose en condiciones de vulnerabilidad para las mujeres. ¿Qué significa envejecer en Medellín siendo una mujer? ¿qué implicaciones tiene y cuáles son los retos para la sociedad en la salud? Se recurre al análisis demográfico y la triangulación con fuentes secundarias y primarias generadas por medio de técnicas cualitativas en el marco de la construcción del Plan Gerontológico de Medellín 2017-2027, Política pública de envejecimiento y vejez.

Antropología del Cuidado

Cuidado: El papel domestico de la mujer en la sociedad y su ocultamiento en las sociedades capitalistas
Berena Torres Marín
Universidad de Antioquia, Colombia

Resumen:
"En cualquier momento histórico las prácticas de cuidado son indispensables, pues el mantenimiento de la vida a través de los cuidados es lo que posibilita en gran medida el desarrollo y mantenimiento de los seres humanos ya que dependemos de los cuidados para asegurar la vida, pues somos una especie vulnerable e incapaz de sobrevivir sin la intervención de alguien más, por lo cual tiene un carácter evidentemente social.
“Hablar de cuidados es hablar de una necesidad diaria de todas las personas, aunque en diferentes grados y dimensiones” (Pérez, 2006:14) puede congregar una vasta diversidad de actores que asumen las tareas necesarias para el sostenimiento de la vida de otros sujetos, tanto en el espacio doméstico como institucionalizado. Carrasco (2011) muestra cómo se invisibiliza el cuidado, como obedece a un orden ideológico patriarcal (el cuidado es de mujeres) y la afectación económica, se desconoce la actividad doméstica, desprendiéndose de la obligación que podría causarle el costo de la producción de la fuerza de trabajo en el ámbito doméstico. Robles (2004:619) dice que es un campo de reciente emergencia que ha estado durante mucho tiempo naturalizado en las prácticas cotidianas y en los espacios privados. A pesar de la importancia del cuidado familiar este permanece muy oculto en las sociedades capitalistas, se han organizado con base en la división sexual del trabajo, y del espacio de contradicciones entre lo público y lo privado, esto ha sido así hasta que teórica y políticamente se empieza la construcción sociocultural de los géneros, y las jornadas de la mujer.
El cuidado se analiza como un hecho dinámico con múltiples transformaciones y transacciones en el tiempo entre diversos actores que organizan y estructuran la atención, condicionado por contextos socioeconómicos y culturales"

“Entre cuidar o ser cuidado: diferencias de género entre personas que viven con diabetes mellitus en Tuxtla Gutiérrez, Chiapas”
Cecilia Acero Vidal
Instituto de Investigaciones Antropológicas-UNAM, México

Resumen:
"La diabetes mellitus es definida por la Norma Oficial Mexicana, como una “[…] enfermedad sistémica, crónico-degenerativa, de carácter heterogéneo, con grados variables de predisposición hereditaria y con participación de diversos factores ambientales, que se caracteriza por hiperglucemia crónica debido a la deficiencia en la producción o acción de la insulina, lo que afecta al metabolismo intermedio de los hidratos de carbono, proteínas y grasas” (NOM-015-SSA2-2010:4).
La experiencia de la enfermedad con complicaciones graves va más allá de un simple “no se cuidó porque no quiso”. Existen diversos factores personales, familiares, económicos, institucionales y económicos que contribuyen a que las personas con diabetes, a lo largo del tiempo, presenten alguna complicación grave.
Además de los problemas propios de la enfermedad, en algún momento de la enfermedad se convierten en personas dependientes debido a las complicaciones crónicas tales como la insuficiencia renal crónica (diálisis/hemodiálisis), amputaciones y/o ceguera. Es ahí donde se presenta el dilema de ser cuidador o ser cuidado, es decir, ser responsable de otras personas, estén o no enfermas, o que otras personas se hagan responsables de quién vive con alguna complicación crónica de la diabetes. ¿Para quién (hombre/mujer) es más fácil jugar el rol de cuidador y para quién el de ser cuidado? Tomando en consideración el rol de cuidadoras que han tenido las mujeres en sus propias historias de vida donde fueron cuidadoras de sus padres, de sus hijos o de sus esposos; por lo tanto ¿qué consecuencias trae consigo, en el desarrollo de la enfermedad, el ser “dependiente”: ser cuidado por otra persona? "

5. Estudios Antropologicos De La Medicalización

Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm

Edificio: 67
Salón: 411

Coordinadores
Jairo Clavijo Poveda
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Eduardo Rueda Barrera
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Comentarista
Javier González
Instituto Bioética PUJ, Colombia

Resumen:
La noción de medicalización propuesta por Michel Foucault nos permite comprender una de las formas más concretas de expresión del poder sobre los sujetos y las sociedades a través del control de la vida, bajo la forma de poder médico. Los efectos de poder inherentes a la medicalización acusan una invisibilidad que sólo cuidadosos análisis surgidos del trabajo de campo ponen de manifiesto. La “exposición” de los mecanismos capilares del poder es, como se sabe, un acto con consecuencias académicas y políticas. El simposio busca reunir resultados de investigación sobre el tema y adelantar una reflexión sobre los avances antropológicos en este campo. El simposio invita a la presentación de trabajos desde las ciencias sociales y las ciencias de la salud sobre formas de medicalización de la vida humana o animal en diferentes contextos. Se trata, particularmente, de presentar trabajos de investigación que den cuenta de la medicalización como proceso social y político. Estudios antropológicos que sobre la medicalización se hayan desarrollado en Colombia y América Latina serán especialmente bienvenidos.

Ponencias
Sesión I
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am

La noción de humanización de la salud en Colombia. Un análisis de los significados de la vida y de lo viviente.
Jairo Clavijo Poveda
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Resumen:
"Esta ponencia examina críticamente la construcción de la noción de humanización de la salud en Colombia, particularmente desde los ámbitos médicos de prestación de salud y de formación de personal médico. Desde una vertiente crítica se puede decir que los discursos y prácticas entorno a la salud se han constituido en formas de bio-poder para el control sobre las poblaciones, y esto ha suscitado críticas a la medicalización y politización de la salud, pero también, la salud como concepto histórico puede reconocerse como un logro de la humanidad desde el siglo XVIII, un triunfo contra la enfermedad y la muerte, y sobre todo como ocurre en muchos países, vincularse como derecho a las bases fundamentales del contrato social, tema que no es el caso en Colombia".

Poder y medicina hoy: de la desmedicalización de la sociedad a la desjuridificación y desmedicalización de la medicina
Eduardo Diaz Amado
Pontificia Universidad Javeriana

Resumen:
"El concepto de medicalización de la sociedad comenzó a debatirse ampliamente en la década de 1970, llevando incluso al planteamiento de una agenda política: había que develar cómo la medicina se constituía en un ámbito de ejercicio de poder a través de su capacidad de convertir en patologías diversos cuestiones que hasta ese momento hacían simplemente parte de la condición humana. Esta agenda política incluía, obviamente, un objetivo emancipatorio: había que “desmedicalizar” a la sociedad. Pero buscando alcanzar este objetivo algunos autores han señalado que hemos pasado, en estos casi 40 años, de la medicalización de la sociedad a la juridificación de la medicina. Esto no ha significado, sin embargo, que hayamos efectivamente desmedicalizado la sociedad, aunque sí hemos sumado los problemas traídos por la juridificación de la medicina, complejizando aún más el panorama. Frente a esta situación tres cosas parecen necesarias: primero, re-pensar los análisis sobre la medicalización pues en 40 años muchas cosas han cambiado; segundo, caracterizar y criticar los mecanismos y efectos de la juridificación de la medicina; y, tercero, proponer una nueva agenda que no solo siga buscando la desmedicalización de la sociedad, sino que incluya también ahora la desjuridificación de la medicina y, lo que podría parecer a primera vista un contrasentido, la desmedicalización de la medicina".

La salud mental en la transición hacia la paz
Eduardo Rueda Barrera
Pontificia Universidad Javeriana

Resumen:
"La ponencia examina las narrativas que en relación a los impactos de la guerra en la ""salud mental"" de víctimas y victimarios, y en la población urbana y rural, se despliegan desde agencias del Estado, asociaciones de expertos y organizaciones de la sociedad civil orientadas por objetivos de salud pública. El examen revela que la ""salud mental"" opera como foco biopolítico o punto de condensación (Latour) sobre el que se articulan acciones diversas de reparación y reconciliación que sustituyen transformaciones estructurales exigibles en justicia. La medicalización de la desdicha operacionaliza el guión de una razón humanitaria (Fassin) que trabaja inhibiendo o sustituyendo agendas orientadas a la restitución auténtica de la dignidad de las víctimas".

Grisi Siknis:The medicalization of suffering in Nicaragua
Maria Venegas
University of Pittsburgh, Estados Unidos

Resumen:
"For the Miskitu of Nicaragua, Grisi Siknis is a contagious illness that results from demonic possession and witchcraft. This affliction is characterized by numerous psychosomatic symptoms, such as aggressive behavior, loss of consciousness and periods of rapid frenzy. Grisi Siknis is a historical and social embodied illness that disproportionately affects women. Based on long-term anthropological fieldwork in Puerto Cabezas, Nicaragua, this presentation examines the process that has reclaimed and redefined Grisi Siknis as a collective hysteria with the goal to be legitimized as a medical and indigenous health problem.

I argue that interculturality in health care in the region is a political project that involves medical and indigenous activists but dismisses the individual experience of suffering of those afflicted by Grisi Siknis. I show that Grisi Siknis is reconstructed in biomedical terms to push the intercultural policies of the region, yet in practice, Grisi Siknis becomes an alienated affliction and a political fact separated from the lived grounded experiences of the afflicted: poor Miskitu women and men. I conclude that the medical activism guided by the rhetoric and discourses of interculturality have only helped increase the persistent ethnic tensions and health care provision in the region. By redefining Grisi Siknis as a collective hysteria, the biomedical practice sees this gendered illness as a psychiatric experienced rather than a grounded in power asymmetries and social processes. This research contributes to contemporary studies of medicine as a social and political process in Latin America".

Sesión II
Jueves 8 de junio
11:00 - 1:00 pm

Contradicciones de la medicalización en el siglo XXI
Adriana Ardila Sierra
Fundación Universitaria de Ciencias de la Salud, Colombia

Resumen:
"En 2016 finalicé una incursión etnográfica a la experiencia laboral cotidiana de médicas y médicos generales de Colombia. Con ella busqué comprender por qué y cómo se ha transformado ese trabajo en el momento neoliberal actual y cuáles han sido las implicaciones de esa transformación para la vida, la salud y el bienestar.
En esta ponencia propongo desarrollar una parte de esa investigación, para exponer que si bien hasta el siglo XX se robustecen las críticas contra la medicalización de la vida y del cuidado de la vida, desde fines de ese siglo y en lo que va del XXI la sociedad enfrenta la contradicción de reclamar acceso a esa misma biomedicina cuyos fundamentos confrontábamos. Ya que, como reflexiona Beatriz Preciado (2013), los nuevos movimientos sociales ya no son solo antidisciplinarios sino también y primordialmente de resistencia antineoliberal. Hoy nos preocupamos por el derrumbamiento de aquella clínica disciplinaria descrita por Foucault, por el efecto de la imposición de una praxis gerencial neoliberal (atención gerenciada) que se erige como nuevo dispositivo disciplinante, de control y de verificación de verdad, a favor del capital.
Esto acontece al tiempo que, como explican Iriart, Franco y Merhy (2011), en el mundo se expande un gran complejo médico industrial que garantiza su participación en el mercado sanitario radicalizando la biomedicalización del sistema a través de diversas estrategias. Adentro del consultorio el biopoder ha sido debilitado, pero no brindaremos foucaultianos ni marxistas".

Poder, medicina y universidad en la cultura caraqueña a finales del siglo XVIII. Procesos de medicalización a través de la Physiologia prima medicinae de Felipe Tamariz.
Rafael Balza García
Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas-IVIC / Universidad Pedagógica Experimental Libertador-IPRGR / Universidad del Zulia, Venezuela

Resumen:
Desde un enfoque etnohistórico, y analizando los procesos de institucionalización de la medicina científica en la cultura caraqueña a través de la Pontificia Universidad de Caracas a finales del siglo XVIII, se reconstruyen los mecanismos de control médico a través de los cuales médicos modernos como Felipe Tamariz (1759-1814) establecieron —científicamente— lo que debía entenderse y manejarse como enfermedad, cuerpo, cura y salud, colocando al margen otras prácticas curativas. A través de textos como Physiologia Prima Medicinae, Felipe Tamariz estableció un orden discursivo y de comprensión de la medicina que generaba una serie de mecanismos institucionales para regular las conductas hacía la medicina científica. En ese sentido, el texto no sólo muestra lo que para el momento se enseñaba formalmente en medicina en la Universidad de Caracas, sino que vislumbra parte de lo que para la época era ya de interés cultural en relación a la práctica de la medicina moderna y su inserción biopolítica en el control del cuerpo y la salud. Algo que se traduce en instituciones regulativas como el Protomedicato o la Junta de la Vacuna. Con todo lo cual se puede analizar y observar que los procesos de medicalización ya estaban presentes en Latinoamérica en el siglo XVIII.

La medicalización del embarazo/parto y el ejercicio de la violencia Obs-tétrica.
V. Valeria Vallana Sala
Huitaca. Observatorio de Salud Sexual y Reproductiva, Colombia

Sonia Policarpa Prieto
Huitaca. Observatorio de Salud Sexual y Reproductiva, Colombia

Resumen:
"Como ha sido analizado y denunciado por diferentes análisis feministas, todos los procesos fisiológicos femeninos han sido medicalizados y por ende patologizados. Si bien, el ejercicio del poder de la biomedicina sobre las mujeres obedece a un continuo que empieza desde el primer examen ginecológico, pasando por cada citología, vacunación, planificación familiar, análisis del ciclo menstrual, menopausia, etc, los procesos más ampliamente medicalizados/patologizados, por la biomedicina son el embarazo y el parto, procesos en los cuales las mujeres son vigiladas y/o observadas de manera minuciosa, recayendo sobre ellas toda una serie de discursos y tramas de saber/poder por medio de las cuales se naturaliza la relación de dependencia de las mujeres con el sistema biomédico y sus practicantes, normalizando relaciones jerárquicas del poder médico, que derivan muchas veces en malos tratos, procedimientos innecesarios e invasivos, intromisiones abusivas a la sexualidad femenina, desposesión, manipulación del miedo y pérdida de protagonismo y decisión sobre sus procesos.
Esta ponencia versa sobre las diferentes manifestaciones de la violencia obstétrica y sobre los discursos que circulan en el interior de los diferentes mecanismos de seguimiento del embarazo -controles prenatales, exámenes diagnósticos, cartillas prenatales, carnets maternos y cursos psicoprofilácticos- los cuales culminan en la consecución de cuerpos gestantes y parturientos dóciles que permiten y consienten el ejercicio de la violencia obs-tétrica".

Cuerpos disidentes, cuerpos medicalizados. Intersexuales y transexuales en Colombia
Walter Alonso Bustamante Tejada
Universidad de Antioquia, Colombia / Universidad Nacional de Córdoba, Argentina

Resumen:
"La heterosexualidad es un dispositivo biopolítico instalado a finales del siglo XIX en Europa en terrenos de la biología y la medicina. Su emergencia, para el control de la vida, el cuerpo y la sexualidad, validó la producción de patologías, anomalías y signos en los cuerpos y prácticas sexuales que fueron objeto de medicalización. En Colombia, la década de 1960 fue una época importante en la expansión del dispositivo, cuando se medicalizó la intersexualidad y posteriormente la transexualidad.
El objetivo de la ponencia, con perspectiva histórica y en el marco de elaboración de mi tesis doctoral en estudios de género, es aportar a la construcción histórica de estos dos fenómenos como patología y su consecuente medicalización en Colombia. En parte, porque estos cuerpos no evidenciaban el dimorfismo necesario para una actividad central de la heterosexualidad: la reproducción.
Se tejerá un relato entre dos épocas y en dos partes: en la primera, para dar cuenta de la acción del poder médico, se expondrá la emergencia de la intersexualidad como objeto de medicalización en los 60s y de los efectos de los discursos médicos en sujetos contemporáneos, evidenciados al nombrarse. En la segunda parte, para evidenciar la resistencia frente a la acción del poder, se traerá una memoria de autonomía sobre el cuerpo de finales de los 50s y se relatará la pugna de finales del siglo XX y comienzos del XXI, entre el poder jurisprudencial y el poder de la medicina, cuando se reconoció la posibilidad de estos cuerpos".

Sesión III
Jueves 8 de junio
2:00 – 4:00 pm

Lenguaje y dispositivo. Un análisis de la serie Dr. House como caso paradigmático de la práctica médica colombiana
Valeria Sanchez Prieto
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Juan Camilo Ospina Deaza
Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Resumen:
"Esta ponencia busca entender la práctica médica como ""un dispositivo"" en el sentido expuesto por Michel Foucault y Giorgio Agamben, para analizar una de las estrategias de expansión del poder médico en la actualidad. Esta estrategia consiste en configurar el cuerpo humano a través de un lenguaje médico. El médico para ejercer su oficio hace una conversión de lo viviente a códigos, índices y conceptos. El proceso de diagnóstico es siempre un proceso lingüístico, ya que el médico se enfrenta a signos de la enfermedad cuando ve síntomas en el paciente. Los médicos tienen unas prótesis físicas que les permiten percibir el cuerpo de los pacientes de formas diferentes a la manera que lo harían con solo los sentidos humanos y de esta manera, convertir lo viviente en datos.
Para que una estrategia del poder pueda llevarse a cabo es necesario que se organicen “un conjunto heterogéneo que incluye virtualmente cada cosa, sea discursiva o no: instituciones, edificios, leyes, medidas policíacas, proposiciones filosóficas”, etc. (Agamben, 2011:257). En otras palabras, es necesario que se configure un dispositivo para que las estrategias del poder se puedan ejercer. Por esta razón en la ponencia nos proponemos analizar cómo se relacionan estos elementos para conocer las implicaciones de convertir “lo viviente en información” a partir de las conversiones del cuerpo a un lenguaje médico. Se tomó como referencia para el análisis, la serie televisiva “Doctor House” y desde allí se seleccionaron apartados que se pueden extrapolar al caso Colombiano ya que se constituye, en términos de Giorgio Agamben en un ""caso paradigmático"" de la práctica médica contemporánea".

“Más allá de dar y recibir”: creencias y dilemas morales que inciden en la disposición de pacientes y familiares frente a la donación de órganos y tejidos en la Fundación Valle del Lili (Unidad de trasplantes)
Raquel Díaz Bustamante
Universidad Icesi, Colombia

Adriana Granados Barco
Universidad Icesi, Colombia

Resumen:
Los trasplantes de órganos y tejidos constituyen actualmente una opción terapéutica para enfrentar los daños producidos por malformaciones congénitas, enfermedades crónicas o devastadoras que ponen en riesgo la vida de miles de personas alrededor del mundo (Castañeda et al., 2014). En Colombia, la Ley 1805 de 2016 presume que todo colombiano es donante, siempre y cuando no haya manifestado en vida lo contrario. Dicha norma implica que ningún familiar puede oponerse a la decisión de extraer órganos y/o tejidos del paciente. No obstante, para el personal de salud de la Unidad de trasplantes de la Fundación Valle del Lili (Cali), las decisiones familiares son determinantes en sus protocolos de actuación y la nueva reglamentación, pareciera alejarse del carácter altruista y voluntario del acto de donar. Siempre ha sido importante para esta institución encontrar nuevas formas de comprender los factores socioculturales que inciden en las negativas familiares en el momento en el que se les consulta su disposición hacia la donación. La presente ponencia tiene como objetivo mostrar los resultados de una investigación derivada de las anteriores inquietudes institucionales, en la que se indaga por las creencias y dilemas morales que inciden en la disposición a la donación de órganos y tejidos en un grupo de usuarios, pacientes y familiares de la Fundación. Para esto, se diseñó una metodología mixta que permitió la aplicación de grupos focales, encuestas y entrevistas a profundidad, en donde las técnicas cualitativas y cuantitativas permitieron construir un espacio de reflexión que visibiliza y vincula estas creencias con los procesos de muerte, morir y duelo.

La fluidez de las múltiples muertes: análisis de las prácticas discursivas eutanasia y cuidados paliativos en Colombia.
Edna Rocio Rubio Galvis
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil

Resumen:
Esta es la presentación del análisis de las prácticas discursivas eutanasia y cuidados paliativos en Colombia, investigación que fue realizada para optar al título de Maestría en Antropología Social de la Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Se analizaron los discursos jurídicos, religiosos, biomédicos y de movimientos civiles organizados en torno del tema. Se planteó un dialogo entre Michel Foucault, Annemarie Mol, Nikolas Rose y Ludwik Fleck , los cuales permitieron a través de sus aportes teóricos y metodológicos presentar una relación entre eutanasia y cuidados paliativos no dicotómica, sino que, presentar unas relaciones de poder y multiplicación de discursos sobre la muerte que por un lado evidencian que la muerte ya no es más el límite del poder, que es un tema biopolitico y por otro que no hay una sola muerte, y que cada práctica performa un tipo. En el análisis de estas prácticas aparece por un lado el desarrollo de una disciplina que le permite a la biomedicina entrar en el campo de la muerte, es decir, continuar con la gestión de la vida, incluyendo el final. Esta es llamada cuidados paliativos. Y por otro la reivindicación del derecho individual a morir dignamente que confronta, en teoría la razón de ser de la medicina, pero que al mismo tiempo nos habla de una técnica y de un saber que solo poseen los médicos, esta sería la eutanasia. La discusión está en la disputa de quién tiene el poder “real y verdadero” de producir una “buena muerte”.

La Policia Sanitaria. Control de drogas en la Ciudad de México, 1920-1943.
Nidia A. Olvera Hernández
Instituo Mora, México

Resumen:
"En el período que va de 1920 a 1943 el Departamento de Salubridad Pública de México tuvo a su cargo a un cuerpo policíaco especializado en el control de drogas. La implementación de la Policía de Narcóticos estuvo permeada por los avances de la ciencia médica, el pensamiento higienista, el concepto de “degeneracionismo” y se enmarcó en el momento en que comenzaba a consolidarse el régimen internacional de prohibición de las drogas. Es entonces cuando ciertas substancias (marihuana, cocaína, opio y su derivados), se transformaron en objeto de preocupación e intervención estatal, que en sus primeros años formó parte de la expansión del poder médico en los ámbitos privados.
La Policía Sanitaria fue proyectada por un grupo de médicos y se llevo a la práctica mediante persecuciones, investigaciones, vigilancias, inspecciones, aprehensiones, decomisos y otras estrategias de control del consumo y tráfico de substancias. Los facultativos justificaron el uso del poder en la supuesta protección de un bien social: la salud pública. En esta presentación, mediante un enfoque interdisciplinario y basada en diversas fuentes de archivo y hemerográficas, se hace intento por testimoniar el surgimiento y la evolución; la organización, estrategias, acciones, deficiencias y desviaciones de un grupo de individuos especializados en el control de substancias ilegales; que fue implementado por médicos nacionales y apoyado por los gobiernos posrevolucionarios para hacer cumplir las legislaciones en materia de enervantes y así evitar la supuesta “degeneración” de la población capitalina".

6. La Bioarqueología también es Antropología

Martes 6 de junio
2:00pm- 6:00 pm

Edificio: 02
Salón: 405

Coordinadores
Claudia Rojas-Sepúlveda (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Universidad Nacional de Colombia, Colombia

Javier Rivera Sandoval (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Universidad del Norte, Colombia

Comentarista
María Inés Barreto
Instituto Nacional de Medicina Legal y Ciencias Forenses, Colombia

Resumen:
¿Qué es lo que caracteriza a la Antropología? Nuestra disciplina (¿ciencia?) es muy compleja. La definimos como el estudio del ser humano y de su diversidad, se caracteriza por ser holística o integral, pues tiene en cuenta lo social, lo cultural, el lenguaje y la biología; es comparativa desde el punto de vista temporal y espacial. La definición que tenemos de ella entonces comprende los cuatro campos básicos que Boas definió como sus pilares hace ya bastante tiempo: Arqueología, Antropología Física o Biológica, Lingüística y Antropología Social.
La Bioarqueología es el estudio científico de los restos humanos que se encuentran en contextos arqueológicos, busca comprender la forma de vida de poblaciones pasadas, los cambios a través del tiempo y las diferencias entre los grupos de una población. De esta manera, la Bioarqueología se encuentra entre la Arqueología y la Antropología Biológica, pero toma elementos de la Antropología Social, de la Lingüística, de la Historia y de la Medicina, entre otras, para poder interpretar los datos que obtiene a partir de los restos óseos y de los contextos en los cuales ellos se encuentran. Los antropólogos que se ocupan de la Bioarqueología aplican constantemente los principios de la disciplina.
La Bioarqueología en Latinoamérica en general, y en Colombia en particular, pasa por momentos interesantes en los cuales es creciente el número de personas que se dedican a ella. Se comienza así a conocer cada vez más las poblaciones del pasado. La diversidad geográfica, biológica, cultural e histórica de nuestros territorios hace muy atrayente acercarse al conocimiento de esas poblaciones y ponerlo en perspectiva con las realidades de nuestras poblaciones actuales.
Este simposio busca discutir temas diversos tratados en trabajos que se inscriban dentro de la Bioarqueología y que muestren claramente la perspectiva antropológica de los mismos.

Ponencias
Sesión I

Martes 6 de junio
2:00pm- 4:00 pm

Los pueblos del bajo Magdalena para el periodo tardío, una aproximación desde la bioarqueología
Javier Rivera Sandoval
Universidad del Norte, Colombia

Resumen:
"Para reconstruir la vida cotidiana de las poblaciones que habitaron la cuenca baja del río Magdalena, desde el 800 A.P. hasta el periodo de contacto, se ha empleado una diversidad de fuentes que han brindado hasta el momento una serie de datos dispersos que no han logrado explicar del todo los procesos socio culturales de estos grupos, denominados por los españoles como Malibúes.
Sin embargo, la ejecución de los programas de Arqueología Preventiva en los últimos años, ha ampliado la información que existe sobre estos pueblos, aunque aún falta un trabajo comparativo que discuta dichos datos. La Bioarqueología no es ajena a esta dinámica, por esta razón la ponencia intenta exponer la información obtenida recientemente del análisis bioarqueológico de cuatro series osteológicas recuperadas en el actual departamento del Atlántico (Barrio Abajo, Malambo, Valle de Santiago y Tubará), que por su cronología (1220 – 1695 d. C.) y la cultura material asociada, los vinculan con los grupos que habitaron el bajo Magdalena. A partir de ello, se dará una aproximación a las condiciones de salud, vida y muerte de estas poblaciones, tomando información de las fuentes etnohistóricas y arqueológicas, tratando de dar un enfoque holístico y comparativo a la luz de los nuevos datos".

Explorando la salud y las condiciones de vida en coventry postmedieval: un enfoque biocultural a la colección ósea de la Catedral de Santa María
María Isabel Guevara
University of Leicester, Reino Unido

Resumen:
"Los estudios bioarqueológicos han contribuido significativamente a la interpretación de los estilos de vida de las sociedades humanas del pasado. El potencial de estos estudios ha traído a la luz temas relevantes a la disciplina arqueológica, tales como demografía, salud, migraciones y dieta; factores que han generado discusiones esenciales para entender la variación de rasgos biológicos y osteológicos de acuerdo a dinámicas sociales en un período particular. En esta medida, la bioarqueología no está limitada exclusivamente al análisis de restos óseos humanos sino también, a explorar las implicaciones de un contexto social, es decir, la influencia de escenarios políticos y económicos en la manera como el cuerpo percibe el ambiente que lo rodea.
Esta investigación está enfocada en el cementerio postmedieval de la Catedral de Santa María en Coventry, Reino Unido (Cementerio de la Santísima Trinidad) desde una perspectiva biocultural: evaluando indicadores osteológicos de estrés que puedan reflejar potencialmente el contexto social. El impacto de la industrialización durante los siglos XVIII y XIX ha sido un ejemplo crucial para estudiar el proceso en el cual el cuerpo humano responde a periodos de estrés y cambios ambientales. Se analizaron indicadores óseos asociados a condiciones no específicas (cribra orbitalia, hiperostosis porótica, hipoplasias de esmalte), enfermedades metabólicas (raquitismo y osteomalacia), enfermedades dentales (caries, cálculos) e interrupción del crecimiento, para proporcionar un retrato de las condiciones de vida en Coventry.
Para explorar el impacto de los estándares de vida socioeconómicos durante la transición a sociedades industrializadas, se aborda una aproximación biocultural, integrando evidencia histórica y osteológica que nos permite delimitar el alcance de los estudios osteoarqueológicos para reconstruir el pasado de estas sociedades".

Evidencia de un tumor óseo maligno primario en un esqueleto precolombino del sitio Cerro Brujo, Bocas del Toro, Panamá.
Nicole E. Smith-Guzmán
Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, Panamá

Jeffrey Toretsky
Universidad de Georgetown, Estados Unidos

Richard G. Cooke
Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, Panamá

Resumen:
En comparación con otras enfermedades, el cáncer en poblaciones antiguas rara vez aparece en la literatura paleopatológica, debido principalmente a la dificultad de identificar el cáncer de su manifestación esquelético inflamatoria a menudo no específica. En la mayoría de los esqueletos antiguos afectados por cáncer se observen lesiones de cáncer metastásico, causado por tumores de un origen afuera del esqueleto. En este estudio, se presenta un caso raro de cáncer óseo primario que afecta principalmente al húmero derecho de un esqueleto del sitio de Cerro Brujo (1265-1380 cal. EC) de Bocas del Toro, Panamá. El húmero contiene una masa densa, esclerótica y calcificada con lesiones líticas asociadas, localizada alrededor de la mitad de la diáfisis. Evidencia de inflamación sistémica y además presencia de anemia, probablemente causado por el cáncer, se observa de forma severa la hiperostosis porotica de la bóveda craneal y las reacciones del periostio bilaterales en las tibias. A través de diagnóstico diferencial, se determinó que el tumor se alinea con osteosarcoma o sarcoma de Ewing en los aspectos de la apariencia radiográfica, la ubicación y la edad del individuo. Los planes futuros incluyen el análisis genético para diferenciar las mutaciones dentro del tumor que permiten un diagnóstico más preciso. La fecha radiocarbónica del individuo es 150 años más tarde que las otras fechas del sitio. Dado que este fue el único entierro encontrado en el sitio, y como el esqueleto tiene una patología tan visible, dolorosa, y rara, es probable que esto constituye un entierro ritual.

Entre etnografía y bioarqueología: un caso de excavación e interpretación en el territorio Wayuú
Ancízar Sánchez
Instituto Colombiano de Antropología e Historia, Colombia

Resumen:
"La media y alta Guajira es un área con un reducido número de estudios arqueológicos debido a la cosmovisión cultural Wayuú, existen tabúes que prohíben la manipulación de elementos culturales pertenecientes a personas del pasado, lo que dificulta el desarrollo de estudios que traten con vasijas, tiestos y otros materiales que usaron “los antiguos”. Existen mayores prohibiciones para el campo de la Bioarqueología, puesto que los temas relacionados con la muerte son fundamentales en la cultura Wayuú para explicar el mundo que los rodea.
Por un lado, los espíritus de los indios muertos pueden despertar y hacer daño a las personas que conviven en los alrededores de un sitio perturbado, afectando especialmente a quienes manipulen esqueletos antiguos. Por otro lado, existen áreas reconocidas como cementerios de los abuelos, los cuales permiten demostrar la pertenencia de un territorio y producir arraigo al mismo.
Se presentarán las excavaciones de varias tumbas del siglo XVII en el actual territorio Wayuú, donde integrantes de la ranchería Mantekain solicitaron y colaboraron en la excavación de contextos funerarios, además, se presentarán resultados bioarqueológicos sobre las osamentas estudiadas, presentando información relacionada a los tipos de entierro y a la dieta del grupo humano excavado. Finalmente se expondrán los resultados desde el campo bioarqueológico y se presentará la interpretación dada por los Wayuú a la existencia de un cementerio ajeno a ellos y el desbalance existente que los llevó a estar en Guerra con una ranchería vecina".

Sesión II

Martes 6 de junio
4:00pm- 6:00 pm

Bioantropología, aqueología, historia y etnografía unidas para contar sobre algunos bogotanos de finales del siglo XIX y principios del XX
Claudia M. Rojas-Sepúlveda
Universidad Nacional de Colombia
Colombia

Resumen:
"Bajo la perspectiva de la bioarqueología histórica, en la cual se interpretan los datos biológicos a la luz de los documentos históricos, se pueden verificar o rechazar hipótesis sobre el modo de vida de las poblaciones de un pasado cercano. Cuando se trata de contextos históricos, se puede considerar que ha existido una “tiranía del documento”. La bioarqueología ofrece la oportunidad de estudiar el esqueleto como evidencia directa de la biología de las poblaciones. El período de interés de esta investigación se constituye en un momento de grandes cambios para la Capital colombiana. Grandes masas de población estaban migrando del campo a la ciudad huyendo de las violencias y buscando mejores oportunidades. Sin embargo, la ciudad no estaba lista para recibirlos. Un testimonio de lo que sucedía quedó grabado en los restos óseos de las personas que fueron inhumadas en el Globo B del Cementerio Central. Éste fue utilizado entre la década de 1870 y la década de 1950 según las fuentes históricas, pero pudo haber sido utilizado más recientemente, según las fuentes etnográficas y según las fuentes arqueológicas.
Se realizó un estudio bioantropológico de los restos óseos permitiendo una aproximación a los segmentos de población representados en la muestra, la cual se caracterizó por sexo y edad; y se estudiaron las anomalías óseas y dentales. Se presentarán los resultados de dicho estudio a la luz de la evidencia histórica, arqueológica y etnográfica".

¿Cómo vivían algunos bogotanos de finales del siglo XIX y principios del XX?
Claudia M. Rojas-Sepúlveda
Diego Fernando Amado
Alejandro Blandón
José David Bustos
Douglas Castaño
Laura Coy
Germán Rodríguez
Julián Castiblanco
Universidad Nacional de Colombia

Resumen:
Varios indicadores óseos y dentales están siendo estudiados en profundidad en la muestra de individuos inhumados en el Globo B del Cementerio Central. Este sector del Cementerio, de acuerdo con las fuentes históricas, se conoció antiguamente como “Cementerio de Pobres”. Por tratarse de una época histórica, se dispone de información documental que puede ser puesta en relación con la información obtenida a partir de los restos óseos. Dentro de los indicadores observados se encuentran los traumas óseos, la morbilidad dental, la discapacidad causada por enfermedades metabólicas, la incidencia de infecciones y las condiciones de vida en la población infantil. Una vez se obtengan los datos, se realizará un análisis sistemático de la información recolectada, que partirá de un estudio estadístico y llegará a un análisis comparativo entre datos biológicos y los datos de fuentes documentales y etnográficas.

Condiciones de salud y prácticas de cuidado en bioarqueología: aplicación del “índice de cuidado” en un esqueleto subadulto contemporáneo.
Maria Jimena Gallego Soto
Universidad de Caldas, Colombia

Juliana Gómez
Universidad de Caldas , Colombia

Resumen:
La bioarqueología guarda una relación directa con la salud y por lo tanto, con las dinámicas sociales de las poblaciones del pasado. Entorno a la salud y el bienestar existen creencias y prácticas con las cuales los grupos humanos desarrollan sus actividades sociales, económicas y culturales (Langdon & Wiik, 2010). La bioarqueología del cuidado permite reconocer e interpretar el tipo de atenciones que tuvo un individuo enfermo o discapacitado por parte de su comunidad a partir de una metodología que incluye la aplicación de un “índice de cuidado” (Tilley, 2015). La presente investigación consiste en un estudio de caso correspondiente a un esqueleto subadulto contemporáneo de la ciudad de Manizales que sufrió de parálisis cerebral y discapacidad física, y para el cual contamos con la información antemortem. El objetivo principal consiste en aplicar el “índice de cuidado” propuesto por Tilley & Cameron (2014) para identificar e interpretar los cuidados relacionados con la salud que recibió el individuo. Los resultados obtenidos permiten sustentar que, aunque existen limitaciones la metodología propuesta por la bioarqueología del cuidado es una herramienta útil para interpretar las condiciones patológicas en restos óseos. Este trabajo presenta un antecedente de gran utilidad para evaluar casos en los cuales no exista información sobre las condiciones de salud, como resulta ser en la mayoría de contextos arqueológicos y forenses.

7. Salud y Sociedad

Martes 6 de junio
2:00pm- 6:00 pm
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am

Edificio: 02
Salón: 407

Coordinadores
Ana María Medina Chávez (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Instituto de Envejecimiento, Facultad de Medicina, PUJAV, Colombia

Claudia Margarita Cortés García (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Escuela de Ciencias Humanas, Universidad del Rosario, Colombia

Comentarista
María Teresa Buitrago
Facultad de Enfermería, Pontificia Universidad Javeriana, Colombia

Resumen:
En este sentido el Simposio busca reunir experiencias y saberes de distintos lugares de latino américa, incluyendo presentaciones resultado de: reflexión teórica, investigaciones o trabajo aplicado que respondan a las preguntas: ¿De qué manera las ciencias de la salud y las ciencias sociales se aportan mutuamente? ¿Cuál es la relación entre la investigación y las políticas de la salud, el bienestar y la enfermedad? ¿Qué aportes o vacíos se pueden identificar en el trabajo interdisciplinar?

Siendo un campo tan diverso, proponemos dos temáticas centrales:

1. Política pública, salud y sociedad: Ponencias que exploren la intersección entre políticas públicas, los saberes y conocimientos sobre la salud y los sistemas de salud, que aborden los aportes o vacíos desde cada perspectiva y que propagan formas innovadoras para desarrollar trabajo interdisciplinar.

2. Nuevos campos : Ponencias que aborden los nuevos campos laborales y de investigación en la intersección entre las ciencias sociales y la salud bien sea en contextos institucionales, e-health, salud global, innovación y desarrollo, y que tengan o puedan tener impacto en la política de la salud.

Se espera contar con la participación de profesionales de cualquier disciplina, cuyo trabajo identifique claramente la intersección entre salud y sociedad en las líneas identificadas.
1. Presentación de ponencias: La presentación de ponencias (9) implicará el envío previo de un resumen (500 palabras) enfocándose en las temáticas. En un proceso de análisis por parte de las coordinadoras y moderadoras se identificarán nodos de interés común y a partir de estos se harán preguntas de discusión. Se realizará una presentación corta de la ponencia: 15 minutos cada una, y se tendrá por cada bloque de 3 ponencias media hora para discutir colectivamente las preguntas y nodos de interés.
2. Encuentro de semillas: Un espacio de encuentro informal de estudiantes, jóvenes investigadores e investigadores senior de distintas disciplinas que les permita entablar redes de trabajo e investigación. Se invitará a Institutos, Instituciones y grupos de investigación interesados en presentar su portafolio y vincular estudiantes, voluntarios o profesionales.

Ponencias
Sesión I

Martes 6 de junio
2:00pm- 4:00 pm

Influencia del género en la práctica regular de actividad física en Santander, Colombia
Claudia Milena Hormiga Sánchez
Universidad Autónoma de Bucaramanga, Colombia

Resumen:
La ponencia busca presentar los resultados de la caracterización de las desigualdades en la práctica de actividad física de acuerdo con características demográficas y socioeconómicas, e interpretar la influencia de la desigualdad social de género, y su interrelación con la posición socioeconómica y la edad, en los significados y usos del cuerpo y el cuidado de la salud en relación con la práctica de actividad física en mujeres y hombres residentes en Santander, Colombia. Método: Estudio mixto con aplicación secuencial de un diseño cuantitativo y uno cualitativo. El diseño cuantitativo consistió en un análisis secundario del estudio transversal Factores de Riesgo para Enfermedades Crónicas en Santander - método STEPwise, realizado en el año 2010, cuya muestra estuvo constituida por 2.421 personas entre los 15 y 64 años. El diseño cualitativo consistió en un estudio interpretativo, en el cual se realizaron entrevistas semiestructuradas a 20 mujeres y 21 hombres con residencia urbana, participantes en el diseño cuantitativo. Resultados: Las mujeres, en especial las dedicadas al trabajo no remunerado, y las personas de posición socioeconómica menos favorecida practican menos actividad física total y en el tiempo libre. Estas trayectorias están enmarcadas en nociones y usos generizados del cuerpo que entran en diálogo con la estructura social dada por la posición socioeconómica y la edad, y se caracterizan por un poder desigual sobre el tiempo y el propio cuerpo. Las intervenciones tendientes a incrementar la práctica de actividad física deben enmarcarse en políticas y acciones intersectoriales que propendan por la igualdad de género.

Configuraciones del mundo del trabajo en enfermería: reformas del estado y su impacto en el empleo (2000-2006)
Magdalena Iriberry
Universidad Nacional del Centro de la provincia de Buenos Aires, Argentina

Resumen:
"El presente trabajo tiene como finalidad presentar resultados obtenidos sobre el impacto que provocaron las reformas del Estado, implementadas a partir de la década de los ’90, en áreas del “campo” de ejercicio de la profesión de Enfermería, desde un enfoque antropológico con perspectiva cualitativa.
La idea principal ha girado en torno a reconocer lo que llamo el “mundo del trabajo” de los enfermeros, para lo que me he preguntado ¿cómo es el mundo del trabajo de los enfermeros/as?, ¿Cómo lo construyen y experimentan los sujetos?, ¿Cómo interviene el Estado en esa construcción? Inscribí el trabajo en el marco institucional del Hospital Municipal “Dr. Héctor Cura” de la ciudad de Olavarría, provincia de Buenos Aires, Argentina, durante los primeros seis años de la década del 2000. La información obtenida de primera mano provino de entrevistas abiertas realizadas a un grupo de cinco (5) enfermeras, con alrededor de 20 años de antigüedad en el hospital, y a doce (8) alumnos avanzados en la Licenciatura en Enfermería de la Escuela Superior de Ciencias de la Salud de Olavarría. Sostengo que la dimensión del mundo del trabajo de enfermeras y enfermeros está constituida por saberes, hábitos, prácticas y representaciones sobre la profesión, elementos éstos que a su vez están fuertemente condicionados por políticas nacionales y de gestión de la salud local".

Mística, dialogo de saberes, yerbas santas y solidaridad: Memoria del cuidado no médico de la lepra en Agua de Dios
Maria Teresa Buitrago Echeverri
PUJAV, Colombia

Resumen:
"La representación social de la lepra como una enfermedad del pasado, su carácter local que la circunscribe a los sanatorios, además del escaso contacto de trabajadores de la salud foráneos con la enfermedad, hace pensar que el conocimiento sobre el cuidado de la lepra, ha circulado entre generaciones de una manera más o menos confinada.
Ese saber “confinado”, que incorpora no solo conocimiento biomédico, sino las expresiones en saberes, creencias, prácticas, relatos, los actores que las construyen y recrean y su relación compleja con las dinámicas de inserción en el territorio, se constituye hoy en sí mismo, en un patrimonio vivo, que merece ser narrado.
Partimos de comprender la memoria de los cuidados no médicos de la lepra en Agua de Dios, a través de un estudio etnográfico, cuyos resultados nos permiten proponer dos expresiones de estos. La primera que involucra los agentes del “saber autorizado” y su relación con los sujetos de cuidado, nos mostró que este, demanda unas disposiciones particulares de los sujetos como: capacidad de escucha, observación, paciencia y trascendencia, que se acompañan de un posicionamiento y negociación cotidianos en el territorio. La segunda expresión, lo constituyen las alternativas de cuidado intermediadas por otros agentes con saberes “no autorizados” que agrupan una amplia farmacopea relacionada con el uso de plantas medicinales; las referencias a curanderos y las prácticas solidarias de tutoría entre pacientes y relaciones de su bienestar con el medio ambiente. Todas ellas desafían los discursos y prácticas canónicas de la biomedicina alrededor de esta enfermedad."

Traduzindo mundos: por uma antropologia aplicada à saúde mental infantil.
Leonardo Carbonieri Campoy
PPGSA-UFRJ/PUC-PR, Brasil

Resumen:
Minha pesquisa de doutorado foi uma etnografia de consultas de crianças autistas com uma neuropediatra. Por dois anos, participei de algo em torno de 800 consultas de mais ou menos 300 crianças, dentro do consultório, observando as relações entre a doutora, os pacientes e suas famílias, vivenciando o estabelecimento prático do diagnóstico, as elaborações de tratamentos e cuidados em geral, assim como os dramas de vida envolvidos na emergência de uma doença mental nos pequenos. As dinâmicas interacionais das consultas – um espaço privado ocupado pela doutora, a criança e a família – fizeram com que minha presença se tornasse uma participação ativa. Tanto as famílias como a neuropediatra começaram a requisitar minha opinião sobre as situações discutidas nas conversas e a minha interação com as crianças, por iniciativa delas, foi se tornando frequente. Procurei corresponder a essas demandas, não só em razão de um senso ético – uma retribuição pela abertura do espaço privado da consulta – mas principalmente porque eram de natureza fundamentalmente comunicacional, um dos itens críticos do autismo. Minhas participação e interação traduziam linguagens e, de certa maneira, contribuíram com a comunicação entre os três atores tão distintos presentes nas consultas. Assim, me tornei uma referência nas consultas porque acabei agenciando uma espécie de terapia antropológica, traduzindo as linguagens biomédicas, das famílias e das crianças umas para as outras. Nessa apresentação, busco refletir acerca dessa experiência, explorando as possibilidades e os riscos de uma antropologia aplicada às interações entre médicos, pacientes e famílias no contexto da saúde mental infantil.

Sesión II
Martes 6 de junio
4:00pm- 6:00 pm

Rezador e Rezadeira: um estudo sobre suas concepções relacionadas à enfermidade “Derrame”
Irani Costa Moreira
Universidade Federal do Amazonas-UFAM, Brasil

Resumen:
"Este trabalho apresenta os resultados da pesquisa de campo realizado em Benjamin Constant - Amazonas, realizado no perímetro urbano na qual dialoguei com três agentes cooperantes da comunidade local, entre si: os rezadores Dona M, Seu J e seu R. O presente estudo inclui breves reflexões voltadas a uma compreensão ampla acerca da concepção da doença “derrame” ou AVC acidente vascular cerebral levando em consideração o valor da cultura, do meio social, das práticas alternativas e a importância da opinião dos leigos acerca dos procedimentos de cura que lhes dizem respeito. Essa pesquisa aponta para uma discussão dos paradigmas da medicina tradicional popular em contrastes com os modelos de medicina científica. Neste trabalho, encontra-se ressaltado nessa linha interpretativa uma discussão acerca do conceito de “derrame” e suas práticas de cura a qual oferece uma visão panorâmica social e interdisciplinar”
Palavras-chave: Valor cultural – Rezadores– Doença Derrame – Práticas Alternativas – Medicina Tradicional.

Memoria y Continuidad de la Salud Comunitaria en Chile
Rodrigo Sepúlveda Prado
Universidad de Chile, Chile

Jacqueline Morales
Universidad de Chile, Chile

Bárbara Aguiar
Universidad de Chile, Chile

Loreto Gonzalez
Servicio Nacional de la Discapacidad, Chile

Resumen:
"A partir de una investigación docente en la Facultad de Medicina de la Universidad de Chile, se realizaron entrevistas y se construyeron relatos de actores clave de la Salud comunitaria en Chile. Esta estrategia participativa de trabajo en salud tuvo su auge en Chile en la década de los sesenta y fue violentamente reprimida en las instituciones de salud durante la dictadura militar (1973-90); sin embargo observamos que persistieron prácticas alternativas y en algunos casos de resistencia que continúan hasta el día de hoy , pese a que el modelo médico hegemónico esta fuertemente influenciado por las políticas neoliberales en salud que coartan las posibilidades de un mayor desarrollo y autonomía de las prácticas comunitarias en salud.
El objetivo de la ponencia es, por un lado, presentar el aporte de la antropología en la formación de profesionales de la salud en una experiencia de investigación docente con estudiantes de las carreras de la salud a través de la metodología de aprendizaje basado en proyectos. Por otra parte, nuestra presentación aporta un análisis de la experiencia comunitaria en salud en Chile, desde los años sesenta hasta nuestros días.
Desde la perspectiva de los sujetos entrevistados se representan las transformaciones sufridas en el sistema sanitario chileno, donde el proyecto de salud comunitaria fue excluido de las políticas públicas en salud y hoy persiste en prácticas contrahegemónicas. Se analizan los aprendizajes logrados por los estudiantes de carreras de la salud en el proceso de generación de conocimiento y construcción de memoria sobre la salud comunitaria, a través del uso de metodologías cualitativas y enfoques epistemológicos contrapuestos a la formación biomédica."

Salud sexual y Reproductiva de las mujeres adolescentes de las comunidades de San José, Tunzará y Veneros del Resguardo Indígena de San Lorenzo, Riosucio, Caldas.
Sara Ortiz Ospina
Universidad de Antioquia, Colombia

Resumen:
“El objetivo de este estudio es comprender la salud sexual y reproductiva (ssr) de las mujeres adolescentes de las comunidades de San José, Tunzará y Veneros del Resguardo Indígena de San Lorenzo, Riosucio, Caldas. Este estudio es cualitativo con descripciones e interpretaciones principalmente etnográficas y con un componente cuantitativo. En total, se realizaron 3 temporadas de campo en el 2016 en las que se registraron 23 historias reproductivas, 21 entrevistas abiertas, 30 entrevistas semi-estructuradas y 3 grupos de discusión. La ssr se comprendió desde el ámbito individual y familiar con el comportamiento reproductivo durante las fases principales del ciclo de vida de la mujer (menarca, inicio de relaciones sexuales, entrada a la unión, primera gestación, primer parto, lactancia y limitación del número de hijos) con sus respectivas edades mínimas, máximas y promedios y las vivencias y experiencias de las adolescentes. Además, se caracterizaron las necesidades, obstáculos y redes de apoyo de las jóvenes al acceso a los sistemas médicos (autoatención, tradicional y el biomédico) para lo que ellas consideran pertinente para su ssr. Finalmente, el estudio relaciona la ssr de las adolescentes con los problemas de producción propia y de las posibilidades de trabajo para la mujer en el resguardo poniendo un énfasis en la participación política de la mujer de San Lorenzo y cómo esto influye positivamente en su salud y bienestar como mujer indígena”.

Políticas públicas en los procesos de atención al VIH y la salud sexual y reproductiva en mujeres embarazadas con VIH
Monica Paulina Hernández Leyva
Universidad Nacional Autónoma de México, México

Edith Yesenia Peña Sánchez
Instituto Nacional de Antropología e Historia, México

Mayra Lilia Chávez Courtois
Instituto Nacional de Perinatología, México

Resumen:
"Los procesos de atención a mujeres embarazadas con VIH, se encuentran mediados por una serie de políticas que aluden no sólo al control del VIH, sino también al ejercicio sexual y reproductivo. Desde mediados de la década de los noventa, las políticas sobre control natal, anticonceptivos, infecciones de transmisión sexual y VIH/sida han estado presentes en la atención biomédica. Ambos temas han sido establecidos como prioridad en las políticas mexicanas; sin embargo, el impacto ha sido diferenciado.
La presente investigación se realiza en una institución de tercer nivel de la Ciudad de México, a través de una metodología mixta que permitió poner en relación el análisis de la política pública con datos de expedientes, la observación etnográfica y las entrevistas en profundidad realizadas a las usuarias del servicio durante 2016. Entre los hallazgos se encontró que la representación y el sentido que las mujeres dan al vivir con VIH ha cambiado, su conocimiento sobre el proceso infeccioso y los cambios en el cuerpo las han dotado de una serie de herramientas para hacerle frente; lo que no necesariamente sucede con otros temas vinculados al ejercicio sexual y reproductivo.
Poner en relación los componentes biomédicos con los antropológicos- sobre todo en lo relacionado con los factores sociales y culturales de género y sexualidad- es posible realizar un análisis de cómo las políticas de atención a la salud sexual en específico VIH-Sida y salud reproductiva impactan y tienen consecuencias diferenciadas en la vida de las mujeres, acentuando en algunos casos la desigualdad".

Sesión III

Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am

Corporalidad y discapacidad cognitiva: una aproximación sociológica al cuerpo discapacitado
Juan Daniel Ruiz
Universidad del Rosario, Colombia

Resumen:
Problema. La discapacidad no es solamente un problema de carácter biológico que atañe a las personas que tienen alguna insuficiencia fisca o cognitiva. También representa una construcción social que actúa sobre el cuerpo mediante discursos de naturaleza médica y científica, posicionando a los agentes en el espacio social. El modelo social de la discapacidad ha buscado revocar las nociones y significados estigmatizantes que se asocian a esta población permitiendo así su integración a la vida social “normal”. Sin embargo este análisis ha referido al estudio de las estructuras in-visibilizando el cuerpo de la persona que vive la discapacidad. Objetivo. Analizar las repercusiones prácticas y cotidianas que tiene la discapacidad para las personas que bien con esta, así como la forma en la que los agentes reconstruyen esta categoría en su vida diaria. Metodología. Se realizó una investigación de carácter micro-sociológico, con un corte interaccionista la cual contó con la participación de 5 participantes claves, con quienes se realizó la articulación de una etnografía, cartografías corporales y entrevistas. Resultados. Se evidencia la necesidad de centrar al cuerpo en el estudio de la discapacidad, lo que permite reconocer los usos cotidianos que las personas realizan de la discapacidad. Así como el proceso de incorporación diferenciado lo cual le permite convertirla en un elemento sensible para su accionar. Conclusión. A partir de esto se evidencia la necesidad de re-estructurar los modelos de inclusión social, con el fin de situar al sujeto en el centro del análisis rastreando las repercusiones reales de la discapacidad.

Configurando realidades médicas en el altiplano cundiboyacense desde las apropiaciones indígenas de leyes, decretos y normas
Diego Armando Garzón Forero
Universidad del Rosario, Colombia

Resumen:
Esta ponencia busca debatir y problematizar la apropiación indígena de leyes y decretos expedidos por autoridades estatales colombianas en cuanto al manejo de las medicinas en Colombia; en especial mostrar cómo a través de la normatividad se repercute la forma de percibir el bienestar, los métodos de tratamiento, y la enfermedad en la medicina indígena del Putumayo inserta en medianas y pequeñas poblaciones urbanas del altiplano cundiboyacense. Una situación que desliga en generación de estrategias de inserción por parte de la población indígena como: a) medicinas embotelladas semejantes en apariencia a las medicinas de la biomedicina; b) el inevitable pluralismo médico que necesariamente se presenta en contextos no cerrados, con influencia exterior en donde procesos y lógicas terapéuticas diferentes a las indígenas se hacen manifiestas; y c) la comercialización obligatoria que sufren las medicinas indígenas al momento de salir al público urbano que no intercambia sino que compra y vende con dinero. Todas son estrategias que le dan un vuelco a la indianidad influenciada por los ojos de la normatividad impuesta por un Estado, que en principio incluye de forma multiculuralista, pero que repercute en las formas en que se reconocen y reconocemos a las poblaciones indígenas en Colombia.

Fenômeno do "paciente informado": o acesso aos conteúdos de saúde disponíveis na web e as reconfigurações nas relações entre profissionais de saúde e usuários
Pâmela Ritzmann de Lima
Instituição Educacional Bom Jesus/Ielusc, Brasil

Maria Elisa Maximo
Instituição Educacional Bom Jesus/Ielusc, Brasil

Resumen:
"A pesquisa tem como objetivo principal investigar as transformações ocorridas nas relações entre profissionais de saúde e “pacientes”, a partir do acesso facilitado e ampliado aos conteúdos de saúde disponíveis na internet. O estudo está focado no fenômeno do “paciente informado” ou “paciente expert”, que se configura também a partir da desconfiança gradual nos sistemas de saúde e, consequentemente nos profissionais, sobretudo por conta dos processos de desumanização do atendimento. Diante disto, esta pesquisa se pautou em uma revisão bibliográfica que considerou o surgimento das tecnologias informáticas e da internet, além das potencialidades do ciberespaço e em teorias acerca de conceitos mais específicos de saúde, como relação profissional-usuário; questão do autocuidado e surgimento do “paciente expert”. Metodologicamente, a pesquisa se desenvolveu em duas etapas: uma etapa exploratória, com a aplicação de um questionário online, e uma etapa sistemática, com a realização de entrevistas em profundidade. A análise dos resultados da pesquisa empírica se baseou na metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), segundo Lefèvre, que possibilitou a criação das categorias de análise. Através da análise transversal do material coletado, foi possível identificar inúmeros aspectos que rodeiam a busca por informações em saúde na web. Dentre eles, estão a autonomia e o “empoderamento” dos usuários, que, na tentativa de caminhar para a humanização dos atendimentos em saúde, passam a buscar aportes em meios externos, a fim de satisfazerem seus anseios e necessidades; de preencherem as lacunas deixadas pelos serviços de saúde e de encontrarem outros agentes para depositar confiança e credibilidade".

Transnacionalismo, importações e adaptações da cura na Umbanda: Medicinas afro-brasileiras em território portugués
Clara Saraiva
Centro de Estudos Comparatistas (CEC-FLUL), Lisboa, Portugal.

Resumen:
"Nos últimos trinta anos as religiões afro-brasileiras expandiram-se em Portugal. Num país tradicionalmente católico, os portugueses sentem-se atraídos pelo poder dos orixás e das entidades de luz que lhes dão ajuda nas situações de crise.
Uma das razões desta atracção relaciona-se com a cura. Muitos chegam aos terreiros procurando solução para crises de aflição, relacionadas com o sofrimento e a doença.
Nesta comunicação discutirei noções acerca do conceito de equilíbrio, doença e cura, pertinentes na concepção religiosa afro-brasileira que se aplicam ao caso português. Com base no trabalho de campo em terreiros de Umbanda portugueses, focarei as temáticas do estabelecimento (ou não) de uma relação com a biomedicina, com práticas mais próximas da Nova Era, e ainda a utilização de ervas e plantas oriundas de África e do Novo Mundo na cura.
Um segundo tópico prende-se com o modo como os líderes religiosos percepcionam o seu papel de healers brasileiros em território português. Os líderes religiosos são brasileiros e/ou portugueses que emigraram para o Brasil e se iniciaram nessas religiões. Há também pais e mães-de-santo portugueses que reivindicam uma ligação directa com África. Trata-se de portugueses que nasceram e viveram nalguma das antigas colónias portuguesas em África, sobretudo Angola, e cujo discurso reinventa as qualidades do luso-tropicalismo e a “boa” relação dos portugueses com os antigos territórios ultramarinos, nomeadamente a apreensão das religiões e práticas locais.
Entre viagens transcontinentais Portugal-Brasil e relações específicas com a antiga África de colonialismo português, as entidades vindas de África e do Brasil circulam…e curam".

8. Pluralismo Terapêutico, Autonomia e Políticas de Saúde: Perspectivas de Colômbia e Brasil

Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm
2:00 - 4:00 pm
4:00 - 6:00 pm

Edificio: 67
Salón: 408

Coordinadores
Esther Jean Langdon (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Brasil

Hugo Portela Guarin (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Universidad del Cauca, Colombia

Comentaristas
Luiza Garnelo Pereira
Fundação Oswaldo Cruz, Brasil

Camilo Arbeláez Albornoz
Sierra Nevada de Santa Marta, Colombia

Resumen:
Este simpósio explora o tema de pluralismo terapêutico no campo de saúde indígena em America Latina com o intuito de contribuir ao diálogo entre a antropologia e as políticas públicas. Hoje a maioria dos países na America do Sul se reconhecem como estados plurietnicos e têm empreendidos estabelecer políticas em saúde visando a adequação de serviços de saúde no contexto “intercultural”. As reformas constitucionais destes países também concedem a autonomia das comunidades na participação no planejamento, gestão e execução dos serviços de saúde. A articulação entre diferentes modelos e práticas de saúde e o direito de participação tratam de problemas complexos em situações de relações assimétricas entre os sistemas de saúde e processes políticos das sociedades hegemônicas e a diversidade de saberes, práticas e processos organizacionais das coletividades indígenas. Este simpósio pretende ser realizada em torno de um dialogo visando a comparação de experiências, colaborações, iniciativas e o desenvolvimento de conceitos e modelos analíticos mais adequados para entender a realidade de America Latina. Assim, a metodologia do simpósio iniciaria com à apresentação breve da política de saúde de cada país pelos organizadores, seguida de imagens de contextos dos participantes, cada um expondo durante 10 minutos máximo, sobre o problemática que vem pesquisando em base de seu texto circulado previamente. Seguindo as apresentações, os comentaristas resumiria os problemas e propostas conceituais analíticas levantados trabalhos, dando inicio ao dialogo.

Ponencias
Sesión I

Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm

Política para o atendimento à saúde dos povos indígenas isolados e de recente contato no Brasil: desafios e novas perspectivas
Clarisse Jabur
Coordenação Geral de Índios Isolados e Recém-Contatados/FUNAI, Brasil

Resumen:
O atendimento à saúde aos povos indígenas de recente contato e isolados é pouco mencionado na Política Nacional de Saúde Indígena do Brasil, apesar de elegido como uma “situação especial” (FUNASA, 2002). No entanto, diferente de outros países da América Latina, ainda não existem normativas específicas no Brasil, algo extremamente necessário em uma época onde processos de contato de povos indígenas isolados têm sido estabelecidos com mais frequência que nas últimas duas décadas. Apesar de uma política de saúde indígena construída nos pilares de respeito à diversidade e à autonomia indígena, essas diretrizes não se aplicam na prática de modo a proteger de maneira eficiente a saúde dos povos indígenas de recente contato e isolados. Muitas questões cruciais e desafiadoras são colocadas quando se considera as dissonâncias entre a autonomia e a ausência de participação desses povos nos fóruns de controle social de saúde indígena; a caracterização da atenção primária no atendimento de saúde em situações pós contato; a falta de harmonia entre o sistema biomédico ocidental e as práticas tradicionais e concepções nativas de cura e adoecimento; entre outras. Além de um território protegido que garanta o usufruto pleno dos recursos naturais, são povos que necessitam de um sistema de atenção à saúde que funcione efetivamente, na prática, baseado pelos princípios especificidade, intersetorialidade e interdisciplinaridade. A participação efetiva dos povos indígenas de recente contato ou daqueles que vivem no entorno de seus territórios é fundamental e deve ser facilitada, com a utilização de novas formas de diálogo.

Geografías e itinerarios terapéuticos del hambre en La Guajira
Claudia Puerta
Universidad de Antioquia, Colombia

Resumen:
Con esta ponencia se pretende, por un lado, establecer cómo se configuran las geografías del hambre en La guajira, asumiendo que ellas revelan el desarrollo geográfico desigual y la injusticia espacial que históricamente han padecido los wayuu de la península norte de la frontera colombo-venezolana. Por otro lado, se propondrá una lectura de los itinerarios terapéuticos disponibles y creados por este pueblo indígena. Para comprender estos itinerarios, sus orígenes, la manera en que son activados, combinados y transformados, será necesario establecer las condiciones globales y locales que inciden en la autonomía y seguridad alimentaria, en el funcionamiento del sistema de salud y de los sistemas de protección de los niños, jóvenes, mujeres y adultos mayores e identificar las políticas públicas y acciones específicas tanto del Estado, como de las ONG y de las propias comunidades que conciernen la eliminación del hambre, la protección de la seguridad alimentaria y la promoción de una adecuada nutrición".

Expectativas maternas del tratamiento de infección respiratoria aguda no neumónica en menores de cinco años, en un Hospital Indígena Colombiano
Carlos Iván Salazar Villamarin
Universidad del Cauca. Grupo de Investigación Antropos, Colombia

Resumen:
Identifica las expectativas maternas del tratamiento de infección respiratoria aguda grave no neumónica (IRAG) en niños menores de cinco años brindado por un hospital de una zona indígena del suroccidente colombiano. Método: Estudio comunitario Etnográfico Focalizado de IRAG de la OPS-OMS, realizado en un pueblo indígena, en 7 trabajadores de la salud del hospital y 50 madres que buscaron la atención médica para sus hijo(a) (s) menores de cinco años con IRAG. Se aplicó una entrevista a madres, para conocer sus expectativas en la atención médica; a los trabajadores de salud se aplicó una entrevista, para conocer la percepción sobre el reconocimiento materno y la búsqueda de atención-médica; la información se analizó por categorías a través de matrices descriptivas, que se agruparon por similitud conceptual. Resultados: Se evidencia que la mayoría de madres no identifican claramente los diferentes tipos de medicinas; no encuentran diferencias entre antibióticos y medicamentos sintomáticos; no pueden identificar el efecto y la forma de acción del remedio o medicamento; la principal preocupación de las madres es curar los síntomas de la IRA; la mayoría de los agentes en salud consideran que hay tardanza en la búsqueda de ayuda médica. Conclusión: La atención de Infecciones Respiratorias Agudas bajo la concepción occidental del modelo biomédico resulta ajeno y desconocido para las madres indígenas, que junto al desconocimiento de agentes de salud de las percepciones y entendimientos maternos indígenas, contribuyen a mantener la morbi-mortalidad de las IRAG".

Saberes y prácticas campesinas de sanación: una aproximación a la medicina tradicional en el norte de Antioquia
Mauricio Múnera Gómez
Universidad Nacional / Universidad de Antioquia, Colombia

Resumen:
“Se centra el interés en las diferentes prácticas de sanación campesinas, a partir de su comprensión como construcciones históricas y culturales, que son y están determinadas por asuntos de orden simbólico. Así, adquiere importancia una mirada comprensiva acerca de las representaciones y las prácticas, que configuran y desarrollan algunos “sanadores” –hombres y mujeres medicina–, desde procedimientos de producción, apropiación y uso de diferentes saberes asociados con la sanación. La investigación pretende, también, desarrollar algunas comprensiones acerca de la pregunta ¿cómo el campesino deviene en sanador? y, por ello, desde su diseño metodológico, avanza en la construcción de historias de vida de herbolarios, parteras, sobanderos y curanderos, de la zona Norte del Departamento de Antioquia".

Sesión II
Miércoles 7 de junio
2:00 - 4:00 pm

Pluralismo terapéutico. Una alternativa de co-existencia en el campo de la salud
María Virginia Pinzón F.
Universidad del Cauca., Colombia

Resumen:
"A pesar de los inconformismos por la universalidad que se ha generado a partir de las políticas neoliberales que llevaron a la globalización (y todo lo que esto ha violentado) se han hecho visibles en algunas regiones del mundo, algunas prácticas médicas de utilización de medicamentos “alternos” propios de saberes otros y que se han incluido en los protocolos que complementan la medicación utilizada en la medicina biomédica, evidenciando la aplicación del conocimiento compartido (horizontalidad). Sin embargo algunos países de América Latina no han logrado una dinámica integradora, un pluralismo terapéutico como alternativa efectiva para la recuperación del bienestar de los individuos y poblaciones; quizá algo de esto está relacionado con la hegemonía de mercado, intereses económicos muy poderosos que no permiten la intromisión de lo que llama Escobar (2016) como “saludes otras”. Se hace necesario problematizar la terapéutica proveniente de las investigaciones biomédicas (como conocimiento experto) y a la vez pensar en el pluralismo terapéutico como un elemento de co-existencia en las prácticas de salud".

Diabetes e hipertensão arterial entre os indigenas Kaingang da Terra indígena Xapecó: Reflexões sobre programas de saúde pública e politicas de atenção à saúde indigena.
Sandra Carolina Portela García
INCT Brasil Plural/UFSC Grupo Antropos – Universidad del Cauca, Colombia

Resumen:
"Nesta comunicação pretende-se refletir em um primeiro momento, e a partir do acompanhamento a indígenas Kaingang diagnosticados como hipertensos e diabéticos pela biomedicina na terra indígena de Xapecó, -e mais específicamente das práticas de auto atenção por eles utilizadas para lidar com estes “problemas” de saúde-, sobre uma serie de interações coexistentes entre as diferentes tradições médicas vigentes nesta TI: medicina “tradicional”, biomedicina, e igrejas pentecostais, entre outras, articulam-se e/o confrontam-se, configurando assim uma perspectiva nativa referente à “natureza” destas doenças, assim como dos tratamentos e formas nas quais deve ser atendida. Esta perspectiva, difere em vários pontos das expectativas e objetivos de programas de saúde pública implementados pelo SUS como é o caso do programa HIPERDIA, o que nos leva ao segundo momento desta comunicação, na qual se traz a tona às dificuldades e as discussões locais sobre a implementação de uma política de atenção diferenciada em saúde para povos indígenas".

Interculturalidad, Educación bilingüe y conceptos de salud a partir de la concepción del Buen vivir Amazonía colombo-ecuatoriana.
Mario Madroñero Morillo.
Universidad Nacional de Educación del Ecuador. Sede Lago Agrio. Provincia de Sucumbíos, Ecuador

Resumen:
La interculturalidad en la provincia de Sucumbíos en la Amazonía ecuatoriana, es un rasgo que hace de la región una dimensión en la que la pluralidad de conceptos en relación con la salud son diversos, por una parte, debido a las nacionalidades indígenas que se encuentran en la región, por otra, por la intervención de otras concepciones de salud y poder, relacionadas con grupos religiosos o que combinan prácticas “esotéricas” con la concepción de magia construida como destaca Taussig, por la fascinación de la concepción del indígena y su vínculo con la selva. En una tercera instancia se encontrarían otras prácticas, de cruce y transición en las que la pluralidad de prácticas terapéuticas encuentra un nodo de relación crítica en la noción de buen vivir, expuesta como horizonte de los diferentes procesos culturales que atraviesan las políticas de salud, educación y economía en Ecuador. Las anteriores particularidades, hacen parte de una reflexión sobre la interculturalidad, la educación bilingüe y los conceptos de salud en el contexto de praxis del Buen Vivir en Sucumbíos".

Abordagens e desafios da Antropologia dos Medicamentos para a Antropologia e a Saúd
Eliana Elisabeth Diehl
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Resumen:
"Desde a década de 1980 os medicamentos têm sido abordados sob uma perspectiva antropológica, tratando diferentes aspectos que enfatizam seu duplo papel enquanto objetos e símbolos. Baseado em investigações sobre medicamentos em contextos locais e em revisão da literatura, esse trabalho faz uma reflexão sobre o estado da arte da chamada “Antropologia dos Medicamentos” e suas contribuições. Diferentes abordagens socioculturais, como a “vida social dos medicamentos” e as “práticas de autoatenção”, buscam compreender os medicamentos desde o seu desenvolvimento/fabricação até os usos e significados construídos pelos sujeitos e grupos sociais. Em que pese uma produção teórico-metodológica relativamente extensa na área, ainda permanece como desafio o diálogo entre a Antropologia e as políticas de medicamentos, sem o risco de reificar ou instrumentalizar a noção de cultura. Entendemos que tal aproximação tem potencial contribuição para o acesso aos medicamentos com base nas realidades socioculturais específicas".

Sesión III
Miércoles 7 de junio
4:00 - 6:00 pm

Processos de hospitalização de indígenas no Brasil: uma discussão inicial
Sílvia Guimarães
Universidade de Brasília, Brasil

Resumen:
"Pretende-se aqui problematizar processos de hospitalização de indígenas no Brasil, ou seja, quando esses acessam o Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar tratamento na média e alta complexidade, na atenção ambulatorial especializada ou em regime de internação. No caso da atenção ambulatorial, essa é marcada por idas e vindas, com períodos de estadia na Casa de Saúde Indígena (CASAI), que, em geral, está localizada próxima a rede de atenção à saúde do SUS. Diante desse quadro, novos desafios são impostos, vivenciam um processo de deslocamento da Terra Indígena para a cidade que os insere em uma situação conflituosa, ou melhor, de conflito interétnico, que os impõe uma indianidade e ao mesmo tempo a nega (Oliveira Filho, 1988). Nesse processo, os saberes e práticas indígenas de cuidado são anuladas e devem ser substituídos pelos saberes e práticas biomédicos ou da medicina científica ocidental. Além disso, os profissionais de saúde apresentam a priori uma definição de indianidade e de como se relacionar com esses indivíduos que, em geral, é marcada por preconceitos e estereótipos. Por outro lado, os indígenas acionam estratégias de cuidado e subvertem a relações de poder que lhe são impostas”.

Atuação de indígenas e sua profissionalização na atenção primária à saúde: limites e pontecialidades a partir do caso do Agente Indígena de Saúde no Brasil
Ana Lucia de M. Pontes
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Departamento de Endemias Samuel Pessoa, Brasil

Resumen:
"A promoção da Atenção Primária à Saúde, depois de Alma Ata (1978), levou a vários países a promoverem programas de trabalhadores comunitários da saúde, com distintos nomes, mas que tinham em comum dois objetivos: estender as ações de saúde para populações não assistidas; e envolver membros das comunidades nesses programas (Walt et al, 1990). A recente consolidação e expansão da APS no Brasil tem se baseado na inserção de trabalhadores comunitários de saúde, tais como o Agente Indígena de Saúde nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Entretanto, Walt et al (1990) apontaram que, ao redor do mundo, os trabalhadores comunitários da saúde apresentam alguns limites no desenvolvimento de suas atividades, pois são os que tiveram os treinamentos mais curtos, os que ficam mais isolados e com maior falta de suporte.
Esse trabalho irá realizar uma análise a partir da experiência do piloto de profissionalização em saúde de 189 AIS da região do Alto Rio Negro, refletir sobre os limites e potencialidades da formação e atuação de indígenas nos serviços de saúde. Usaremos como referencial para essa análise a perspectiva antropológica de Eduardo Menéndez acerca dos modelos de atenção à saúde, e os referenciais da educação indígena brasileira. Pretendemos colaborar com a reflexão acerca da pluralidade médica existente nos territórios indígenas, a atuação hegemônica da biomedicina na APS e os possíveis papeis dos processo formativos em saúde para indígenas nesse contexto”.

Cosmografia e modelo sanitário hegemônico (MSH): práticas de autoatenção indígenas e intervenções estatais em saneamento junto aos Munduruku do Amazonas, Brasil.
Daniel Scopel
Instituto Leonidas e Maria Deane/ Fundação Oswaldo Cruz, Brasil

Resumen:
"A partir da etnografia das práticas de autoatenção entre os Munduruku, analiso as formas de apropriação das tecnologias de saneamento implantadas pelo estado nacional brasileiro na Terra Indígena Kwatá-Laranjal. A problemática acerca do saneamento em áreas indígenas no Brasil é uma questão altamente complexa e pouco compreendida. A falta de saneamento no Brasil é fato notório. Nas terras indígenas, até 2009, somente 35, 48% das aldeias e apenas 63,07% da população indígena no Brasil tinha acesso à água tratada. O cenário abrange um quadro epidemiológico com alta incidência e prevalência de doenças como diarreia e parasitoses intestinais em taxas superiores as da população não indígena. O estado reconhece as graves carências em saúde e saneamento como problema social com urgente necessidade de intervenções, mas não está claro se as soluções projetadas e implantadas pelo MSH têm alcançado os resultados esperados, até mesmo por falhas de gestão, operação e manutenção dos sistemas de saneamento. A pesquisa aponta para questões relativas ao processo histórico de colonialismo, à complexidade sócio-política dos contextos locais e à problemática da adesão, apropriação, inovação e transferência das tecnologias sanitárias. De um lado, as relações de hegemonia e subalternidade implicam em imposição de práticas e dispositivos de controle sobre as populações indígenas. De outro, há demandas indígenas por investimentos, abrangendo uma eficácia simbólica relativa ao exercício da cidadania e etnicidade, à emergência de novos sujeitos políticos e à dinâmica das relações de prestígio e poder que vai além da eficácia instrumental prometida pelo MSH”.

Práticas Tradicionais de Cura e Programas de Saúde no Alto Rio Negro
Renato Athias
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Resumen:
“Esta apresentação visa debater xamanismo e as praticas tradicionais de cura no contexto dos programas de saúde desenvolvidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro (DSEI-RN). As profundas mudanças e transformações sociais que vem acontecendo, nesta região, produzindo um êxodo da população indígena para centros urbanizados e multiétnicos, criando outras possibilidades de relação com os serviços de saúde diferente daquela existentes nas aldeias. Debater essas práticas nesse contexto se faz necessária para compreensão do entendimento sobre a articulação dos serviços de saúde e as práticas tradicionais e a relação dessas práticas com o território clânico da região do Alto Rio Negro”.

9. Usos sociales y economía política del ayahuasca: perspectivas desde América Latina

Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm
2:00 - 4:00 pm
4:00 - 6:00 pm

Edificio: 67
Salón: 410

Coordinadores
Alhena Caicedo Fernandez (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Universidad de los Andes, Colombia

Beatriz Labate (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
CIESAS Occidente, Guadalajara, México

Comentarista
Alhena Caicedo Fernandez
Universidad de los Andes, Colombia

Resumen:
El yajé o ayahuasca es una de esas sustancias cuya visibilidad se ha extendido recientemente tanto en América como en Europa, ganando cada vez más seguidores. En América Latina además de los usos tradicionales indígenas y no indígenas de la región amazónica, hay un boyante mercado etno y ecoturístico alrededor del consumo de ayahuasca en países como Ecuador y Perú. Están también las iglesias ayahuasqueras de Brasil (União do Vegetal, Barquinha y Santo Daime, por nombrar las más conocidas) con sus respectivos ramificaciones trasnacionales. También hay usos terapéuticos liderados por instituciones como el centro Takiwasi (Tarapoto, Perú) tal vez el más reconocido en este ámbito. Por su parte, en los países del norte (Norteamérica y Europa) son más comunes usos como el de las redes de consumidores de sustancias psicoactivas que han retomado distintos prácticas terapéuticas y religiosas provenientes de América. Así mismo, las investigaciones médicas, neurológicas, farmacológicas y antropológicas se han incrementado en los últimos años.

Este simposio se propone poner en diálogo distintas aproximaciones de la antropología a los usos y potenciales del ayahuasca, interrogando de manera particular la nueva economía política que se ha constituido alrededor de este psicoactivo. Nuestro interés busca explorar los más recientes procesos de expansión, reconfiguración y diversificación de los usos terapéuticos y religiosos más tradicionales del yajé (chamanismos, vegetalismos, religiones ayahuasqueras, etc.); los procesos de mercantilización y producción económica en los que se inscriben; los alcances de esas transformaciones en términos de las legislaciones nacionales, las formas de control y regulación internacional, y sus articulaciones a las políticas de drogas. Buscamos así mismo privilegiar la mirada desde los contextos latinoamericanos, como una forma de dar cuenta de las perspectivas geopolíticas de la investigación sobre psicoactivos, desde escenarios localizados en el sur global, y los retos que entraña la circulación actual del ayahuasca en las políticas nacionales e internacionales.

Ponencias
Sesión I

Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm

Si los Espíritus se Van: practicas medicinales y defensa del territorio en Putumayo, Colombia
Maria Rosario Chicunque
Asociación de Mujeres Indigenas de la Medicina Tradicional, ASOMI, Colombia

Ernesto Evanjuanoy
Unión de Médicos Yageceros de la Amazonía Colombiana, UMIYAC, Colombia

Riccardo Vitale
Unión de Médicos Yageceros de la Amazonía Colombiana, UMIYAC, Colombia

Resumen:
"La ciencia conoce los nombres de las especies y las propiedades de muchas plantas; las sabedoras y los sabedores indigenas, conocemos a los espíritus guardianes. La medicina del Yagé es, antes que todo, el poder espiritual de nuestra madre naturaleza que salvaguarda la pervivencia de los pueblos en los territorios originarios.”
Las practicas tradicionales de los pueblos indigenas del alto y bajo Putumayo y del piedemonte Andino-Amazónico Colombiano, están profundamente relacionada a nuestra cosmovisión. El conocimiento de las plantas y nuestros saberes espirituales son parte de una relación organica e inescindible entre pueblos y territorios. Cuando los espíritus abandonan el territorio, la consciencia muere y el pueblo desvanece. Quedan las fotos en los aeropuertos y quedan, en los libros y en los museos de antropologia, algunas interpretaciones académicas de nuestros saberes y algunas reliquias culturales.
El pueblo indigena y su territorio son elementos vivos que interactúan en un unico sistema de vida. Por esta razón, los saberes y las practicas espirituales y medicinales de los pueblos originarios son las bases de todos los procesos sociales de pervivencia, resistencia y defensa del territorio.
También en el llamado post-conflicto los territorios indigenas siguen siendo la primera linea de fuego de un legado infinito de procesos extractivos: minería indiscriminada, exploración y extracción petrolera, bonanzas caucheras y cocaleras, soya, palma, mais transgenico, las religiones, la extracción de saberes, el robo de material genetico, la comercialización del conocimiento y de nuestras plantas sagradas. Por esta razón, organizaciones como ASOMI y UMIYAC, mujeres sabedoras y médicos tradicionales, trabajamos conjuntamente para seguir defendiendo y construyendo nuestros territorios y el tejido social de nuestras comunidades a través de las practicas espirituales y de la medicina ancestral."

Desafíos socio-políticos del uso tradicional indígena del yagé
Germán Zuluaga Ramírez
Universidad del Rosario, Colombia

Resumen:
"El uso tradicional indígena del yagé o ayahuasca ha tenido profundas transformaciones en los últimos cien años. Al tiempo que siguen perdiendo sus territorios y se ha erosionado su cultura, el consumo de esta planta se ha expandido al mundo no indígena, en diferentes contextos y con fines muchas veces ajenos a su uso original. Estos cambios producen nuevas perspectivas en el uso tradicional indígena que aun no han sido suficientemente examinados y que generan desafíos socio-políticos para la supervivencia de los pueblos indígenas”.
Con base en experiencias concretas con grupos indígenas colombianos de la cultura del yagé, quisiera presentar una reflexión sobre estos desafíos y sus implicaciones sociales, políticas, económicas y culturales:
1. ¿Chamanes o médicos?
2.¿Chamanes, médicos o charlatanes?
3.Conservación de los sistemas tradicionales de conocimiento.
4.Conservación de los territorios indígenas.
5.Construcción de modelos interculturales de salud.
6.Reconocimiento de la diversidad epistemológica.
7.Necesidad de una hermenéutica con seguridad cultural.

Aspectos políticos de las tomas de yagé en el Putumayo indígena
Pedro Cristian Musalem Nazar
IBP Instituto Brasil Plural PPGAS UFSC, Brasil

Resumen:
Aquí propongo una indagación sobre la dimensión política de las tomas de yagé en el Putumayo indígena, a partir de una serie de tomas que acompañé entre los Siona en 2013 y 2014, organizadas en el contexto de una consulta previa petrolera. Se aprecia la integración de las tomas al ámbito de los procedimientos legales que rigen, en torno al derecho de consulta previa, las relaciones entre organizaciones indígenas, agencias estatales y empresas privadas. Registros etnográficos anteriores y memorias orales actuales, permiten colocar este material en una perspectiva histórica, y apreciar las transformaciones de la relación entre política y ritual ocurridas en el último siglo. Con este fin, la política puede ser entendida de dos maneras. Primero, como política tradicional, de relaciones entre grupos de parentesco, mediadas por alianzas rituales. En segundo lugar, como política de las organizaciones indígenas, configuradas en la relación con el Estado y el mercado. Estas dos formas de la política se articulan y son elaboradas en las tomas de yagé contemporáneas.

Iquitos, la Meca y el negocio
Carlos Suárez Álvarez
Independiente, Colombia

Resumen:
La afluencia de extranjeros a Iquitos en busca de la ayahuasca, fenómeno englobado bajo la etiqueta de “turismo de la ayahuasca”, ha desencadenado transformaciones sustanciales en el sistema médico tradicional, en las relaciones socioeconómicas de sus integrantes, y en el entorno natural sobre el que se sustenta. Cálculos conservadores estiman en cuarenta los albergues que reciben pacientes/clientes extranjeros; en 5.000 los visitantes que pasan al menos una semana en estos establecimientos; en cuatro millones de dólares el ingreso que esta actividad genera anualmente; en 600 litros la cantidad de remedio que se envía al extranjero por correo. Esta inserción en la de economía de mercado ha supuesto una adaptación del producto/servicio a las necesidades y deseos de los clientes. “Tradicionalmente” la ayahuasca era una herramienta del curandero para diagnosticar; en muchas ocasiones solo ellos tomaban; actualmente es el centro entorno al que gira el sistema. La principal expectativa/motivación de los extranjeros para experimentar el remedio es su poder visionario. Localmente, la ayahuasca era buscada por sus propiedades purgativas. Son habituales entre los extranjeros experiencias de amor universal; localmente, el sistema médico ayahuasquero descansa sobre una incesante lucha contra malvados brujos. Antaño, los médicos eran generalmente recompensados con donaciones, actualmente los precios oscilan entre 100 y 200 dólares al día. Finalmente, ha habido efectos notables sobre las plantas y su comercialización: la recolección intensiva ha producido una notable disminución de la ayahuasca y chacruna en estado silvestre, lo que ha generado un negocio floreciente de recolectores, plantadores, intermediarios, procesadores y cocineros, y un aumento exponencial de los precios.

Sesión II

Miércoles 7 de junio
2:00 - 4:00 pm

Y si el kambó no cantar? El valor del conocimiento y la economía política de la ayahuasca
Aline Oliveira
USP, Brasil

Resumen:
Ese trabajo pone en diálogo los efectos de una nueva política económica de la ayahuasca y la economía política de fiestas indígenas - en especial de los Yawanawa y los Huni Kuin (Kaxinawa), que pertenecen a la familia lingüística Pano y viven en ríos del Acre, Brasil. Trayendo cuestiones relacionadas a esa trama, tomaré como base las experiencias etnográficas en distintos festivales, que son eventos organizados en las aldeas para recibir los visitantes "nawa" (“pueblo”, “otro pueblo”, “blancos”), que vienen de distintos países. Con relación a desplazamientos, reflexionase sobre la emergencia de una nueva modalidad económica para los indígenas: con sus “trabajos espirituales” construyen sus redes y crean formas de monetarizar su conocimiento. La agencia ritual y de los espíritos operan en una metáfora de la producción - el “estudio” y el “trabajo” - a que se le llama la atención el descompaso entre eses servicios ofertados y legislaciones nacionales o internacionales. Trataremos de pensar una nueva economía política de la ayahuasca con respecto a dos aspectos: por un lado, la mercantilización de los saberes, frente a los imponderables de la floresta, y, por otro, las alianzas en sus enlaces familiares, por medio de casamientos y padrinazgos entre indígenas y no-indígenas.

Da Amazônia ao Norte Global: As Várias Ayahuascas da II Conferência Mundial da Ayahuasca
Sandra Lucia Goulart
Faculdade Cásper Libero, Brasil

Beatriz Caiuby Labate
Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México

Resumen:
Analisaremos a II Conferência Mundial da Ayahuasca, realizada na cidade de Rio Branco, Acre, em 2016. Participaram dela: estudiosos de diferentes ciências; representantes de religiões ayahuasqueiras amazônicas; líderes de religiões ayahuasqueiras da Europa; membros de grupos neo-ayahuasqueiros; representantes de centros vegetalistas; indígenas de 15 etnias. A maior participação dos indígenas brasileiros no circuito global da ayahuasca traz novas questões importantes sobre a expansão desta bebida. Destacaremos um panorama das diferentes perspectivas presentes neste evento: as distinções entre os conhecimentos da ciência ocidental e aqueles nativos; as divergências entre as religiões ayahuasqueiras “tradicionalistas” e os indígenas; oposições entre os usos “tradicionais” e “ecléticos”; as críticas à mercantilização da ayahuasca. Analisaremos as discussões sobre o registro da ayahuasca como patrimônio cultural imaterial, e suas relações com políticas de drogas nacionais e internacionais. Sugerimos que o tema do patrimônio passou a operar como um lugar para se pensar questões de legitimidade e autenticidade. Conhecimentos de religiosos, indígenas, cientistas, ativistas e profissionais da área cultural se contrapõem nesse debate: registro x patente; cultura x religiões; donos da ayahuasca x detentores de saberes. A Conferência demonstrou que existem, do sul ao norte global, “várias ayahuascas” e que os diversos atores ligados à bebida disputam entre si a condição de maior autenticidade. Os indígenas do Acre reivindicaram fortemente, frente à expansão internacional do uso da ayahuasca, sua posição de detentores originários dos conhecimentos relacionados à bebida. Em suma, através da análise desta Conferência, pensaremos as configurações atuais do campo ayahuasqueiro global e suas principais controvérsias.

Ayahuasca y (de)colonialidad: efectos del dispositivo del neochamanismo en América Latina.
Juan Scuro
Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos NEIP, Uruguay

Resumen:
La ayahuasca se ha convertido, en el siglo XXI, en un preciado objeto de deseo e intercambio, mucho más allá de sus fronteras socio-territoriales de origen, desencadenando una gran variedad de usos/intereses con efectos potencialmente antagónicos. El espectro de posibilidades transitan desde la reemergencia de epistemologías subalternadas y el empleo de nuevos mecanismos de cura o bienestar, hasta la reconfiguración de mecanismos de colonialidad implícitos en el proceso de mercantilización de esta polifacética droga/sustancia/sacramento. Esta multiplicidad de apropiaciones simbólicas y prácticas del espacio semántico que permea a la ayahuasca, configura un núcleo paradigmático del dispositivo del neochamanismo, cuya materialización observable es la expansión mundial de la ayahuasca. El dispositivo permite, al mismo tiempo, poner en circulación a la ayahuasca y sus usos, haciéndola objeto de sujeción a los mecanismos de la modernidad/colonialidad. Aquí propongo atender la especificidad de las formas a través de las cuales este dispositivo se constituye en el Uruguay. En este país sudamericano convergen diferentes líneas neochamánicas del continente (vegetalismo, camino rojo, religiones brasileras) que cargan con diferentes especificidades, interpelantes de narrativas dominantes del Estado-nación Uruguay, especialmente en lo que respecta a su histórico laicismo y genocidio de su población indígena. Estos aspectos también se reflejan en las políticas de drogas del Uruguay. El ejemplo contribuye a considerar de qué formas concretas se producen efectos a través de la polaridad sacramento/droga, que se desencadenan con la expansión mundial de la ayahuasca en los diferentes ámbitos en los que se reapropia y transforma.

De la economía política a las políticas culturales en torno al peyote y la ayahuasca en México
Mauricio G. Guzmán Chávez
El Colegio de San Luis, A.C., México

Beatriz Caiuby Labate
Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México

Resumen:
Presentamos un análisis comparativo de los “círculos de medicina” en torno a los usos contemporáneos del peyote y la ayahuasca en México, sobretodo en ambientes del universo new age. En un primer momento destacamos las peculiaridades que se construyen en estos rituales mediante procesos de asimilación y resignificación entre lo indígena y lo no indígena, lo rural y lo urbano, lo local y lo global, lo tradicional y el new age. En un segundo momento, exploramos las articulaciones entre estos círculos aparentemente discretos y autónomos para pensar las políticas culturales que surgen alrededor de estas sustancias en el marco de la discusión más amplia sobre política de drogas. Nuestra indagatoria se preocupa por entender el estatus legal de estas sustancias y su relación con las discusiones sobre la salud pública y los potenciales terapéuticos. También analizamos los efectos que la mercantilización y la emergencia de nuevos consumidores urbanos y su demanda por estas sustancias está ejerciendo en los espacios locales desde el punto de vista de la conservación. Sugerimos que la nueva economía política que comienza a desarrollarse en torno a estas sustancias y sus ‘especialistas´ está inscrita en una relación ambivalente y desigual entre el Norte y el Sur. Al final, argumentamos que la discusión sobre política de drogas a nivel nacional e internacional debe incorporar una noción de políticas culturales a partir de la cual, los usos y costumbres, los derechos humanos, la salud y la espiritualidad, cobran importancia en el ámbito local y global.

Sesión III
Miércoles 7 de junio
4:00 - 6:00 pm

Qué vale la ayahuasca? Rirual, ciencia, legalidad y comercio entre Espana y America Latina
Anne Marie Losonczy
EPHE-CERMA-EHESS, Francia

Resumen:
La ponencia propone mostrar detras de la aparente bipolaridad, la profunda interdependencia entre los usos rituales no institucionales de la ayahuasca y el campo discursivo que genera, e investigaciones farmacológicas y clínicas tendientes a incorporarlo en el sistema de salud biomedico en Espana. Examina el impacto del vacio legal respecto a su consumo, en el pais y en otros lugares de Europa sobre su explotacion multifacetica, insertada en matrices de significado diversas, colo la psicologica, la medica, la espiritual y la (contra)--religiosa donde la ayahusca funciona como mediadora y pasarela entre grupos, lugares, logicas y campos de conociemiento habitualmente separados. Al confrontar los discursos generados en estos campos alrededor de su "valor", con la obliteracion y el silencio que recubre tanto las modalidades de su produccion y distribución, como su valor financiero en las etapas sucesivas de su circulación, la ponencia pretende contribuir al conocimiento de los procesos de trasformacion del "valor" en "precio" en un contexto de desigualdad globalizada, recubierta por un idioma culturalista.

En búsqueda del Ndi Xijto: Chamanismo y neochamanismo en la sierra mazateca, Oaxaca.
Sarai Piña Alcántara
Escuela Nacional de Antropología e Historia, México

Resumen:
"Desde 1957, saltó a la fama mundial Huautla de Jiménez (Oaxaca) a través de la revista Life, una curandera llamada María Sabina y su ritual con los Ndi Xito (pequeños que brotan), hongos enteogénicos que son utilizados en el sistema chamanico mazateco. A raíz de dicha exposición un sin numero de curiosos de todo el mundo se volcaron al pequeño pueblo; impulsando un turismo emergente cuyo propósito desde los años 60's hasta la fecha es el de acceder a la experiencia mística a través de los ""pequeños que brotan"".
Dicho fenómeno ha impactado tanto económicamente como socialmente entre los mazatecos, ejemplo de esto es la mercantilización de lo sagrado, tanto del hongo enteogénico como de los rituales con el mismo, ya sea por parte de los naturales de esas tierras como por grupos occidentales new age, que ofertan tours a dichos parajes con la promesa de ""reencontrarse con ellos mismos"" o bien invitando a contextos urbanos a neochamanes autóctonos. La imbricación de ambos mundos, chamanismo tradicional y neochamanismo, con el uso de hongos enteogénicos, ha generado discursos entorno a lo autentico, la identidad, y la política económica sobre el uso de estas sustancias psicoactivas, generando así nuevas redes sociales. "

La Palomera-Manizales una experiencia colectiva de jóvenes en el despertar de consciencia y aprendizajes en conocimiento
Jorge Ronderos-Valderrama
Corporación Prodiversitas Colombia, Colombia

Hernando Salazar
Corporación Prodiversitas Colombia, Colombia

Resumen:
"Se describe un proceso colectivo de jóvenes universitarios y profesionales de tres años (2013-2016) en la construcción de conocimiento y despertar de consciencia, orientado por un guia espiritual del yagé , formado inicialmente en la gnosis por las enseñanzas de los maestros Samael Aun Weor y en la curación y enseñanzas del Remedio, recibidas del taita del Caquetá Laureano Becerra (Los dos fallecidos). Ha sido una experiencia que ha integrado sabidurías ancestrales orientales y enseñanzas de la etnomedicina del yagé, con base en prácticas periódicas de meditación semanal y experiencias en rituales trimestrales en ceremonias de yagé, generando procesos creativos y de sensibilidad artística, transformaciones curativas y de sanación que ha generado entre los integrantes, pautas éticas y enseñanzas alternativas para nuevas consciencias de un buen vivir”.
Palabras claves: yagé, meditación, consciencia, autoconocimiento, la palomera-manizales.

El yajé en el chamanismo kamëntsá y los nuevos chamanismos urbanos. Mitopoiesis y decolonización.
Alejandro Marín Valencia
Universidad de Antioquia, Colombia

Resumen:
"La comunidad Kamëntsá, habitantes centenarios del valle de Sibundoy, alto Putumayo (Colombia), ha desarrollado y heredado un sistema chamánico procedente de simbolismos de culturas del piedemonte amazónico, especialmente derivado del consumo ritual del yajé, planta y brebaje sagrado que tiene un peso central en la vida social, política y religiosa de la comunidad, ya que por medio de sus visiones (denominadas pintas), logran construir gran parte de los fundamentos de su saber y su realidad, caracterizados por el dinamismo de las estructuras de pensamiento mitopoético (mitopoiesis).
En las últimas décadas, estas prácticas chamánicas tradicionales han migrado a territorios urbanos de Colombia, posibilitando su apropiación y resignificación por parte de personas no indígenas, con la intención de reproducir sus símbolos, ritos, pensamientos y cosmovisiones, emprendiendo procesos individuales y sociales de transformación que han dado lugar a lo que se denomina como “neochamanismos” o nuevos chamanismos urbanos.
La presente ponencia pretende reflexionar sobre el consumo ritual del yajé, sus efectos en la conciencia a nivel neuroquímico, físico, psicológico y antropológico, las estructuras de pensamiento mitopoéticas propias de comunidades amerindias del piedemonte amazónico, y los procesos de decolonización epistémica que se derivan de dichos estados modificados de conciencia, y que posibilitan, a su vez, procesos de recreación y transformación cultural".


MESAS DE TRABAJO

1. Gênero, Sexualidade e Saúde na América Latina

Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am

Edificio: 67
Salón: 408

Coordinadores
Mario Pecheny
Universidad de Buenos Aires, Argentina

Camilo Braz
Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil

Resumen:
O objetivo desta Mesa-Redonda é o de refletir, a partir de variadas contribuições teóricas e empíricas, acerca de problemáticas contemporâneas relacionadas a gênero, sexualidade, políticas públicas e acesso à saúde na América Latina. Partimos das contribuições recentes da chamada Antropologia da Saúde/Doença, no que tange ao estudo da biomedicina e seus efeitos na produção de subjetividades e corporalidades, à efetividade de propostas de políticas públicas de saúde e às dificuldades de acesso a serviços públicos de saúde, trazendo gênero e sexualidade para o centro desses debates. O foco recai, assim, tanto nos processos de formulação, implementação e controle social das políticas de saúde, quanto nos desafios em torno do acesso aos serviços públicos de saúde por parte da chamada população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais) na Argentina, Brasil e Uruguai.

Participantes

Mario Pecheny
Universidad de Buenos Aires, Argentina

Paula Sandrine Machado
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil

Érica Renata de Souza
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil

Diego Sempol
Universidad de la República (UdelaR), Uruguay

Camilo Braz
Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil